domingo, 20 de setembro de 2009

OFICINA 10

OFICINA 10
TP 5: ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO
UNIDADES: 19 e 20
DATA: 19/09/09
Chegamos à metade do nosso percurso no Gestar. As próximas oficinas serão oficinas livres em que os cursistas colocarão em prática o que têm aprendido até o momento. Apesar dos anseios e preocupações dos professores para elaborar o projeto, temos visto ótimos resultados: os alunos disseram que as aulas das professoras estão interessantes e mais prazerosas.
É muito gratificante vermos e ouvirmos de nossos próprios alunos que, estar presente na aula de Língua Portuguesa, é um momento prazeroso e de aprendizagem como nunca tinham vivenciado.
Debatemos sobre a importância de estarmos avaliando cotidianamente nossa prática, de modo a identificar as falas e possibilidades de melhoria. Temos plena consciência de que, hoje mais do que nunca, não se atualizar é estagnar e retroceder. E o Gestar é um bom caminho para possibilitar uma atuação mais reflexiva do professor. Partimos para nossas reflexões teóricas.
Discutimos a necessidade de o professor mostrar o funcionamento dos mecanismos de coesão e coerência na situação e produção específicas em que o texto está inserido, pois coesão e coerência não funcionam sempre da mesma forma em todos os textos e isso nos chama a atenção para trabalhar coesão e coerência associadas ao gênero textual.
Foi um momento rico e necessário e muitos cursistas relataram que não haviam atentado para essas questões.Passamos então para o 2º momento, “Relatos de experiências”. Cada cursista expôs o “Avançando na prática” desenvolvido em sala de aula. Foi um momento de detectarmos acertos e erros, de troca de experiência.
As cursistas relataram que não tiveram dificuldades ao aplicar o Avançando na prática da página 162, pois ficaram eufóricos para pegarem a frase redigida pelo colega as quais estavam em saquinhos enumerados. O resultado do trabalho foi muito bom. De acordo com a cursista, os alunos juntaram as frases e redigindo textos coerentes e coesos. No entanto, ao aplicar a atividade da página 196, algumas cursistas disseram que devido à dificuldade dos alunos em ordenar os parágrafos do texto, alguns ficaram incoerentes. Sugeri que iniciassem com textos menores e que fosse trabalhada a relação lógica entre as partes de forma mais detalhada.
Ressaltei também a importância de o professor trabalhar coesão e coerência textual de forma contínua e em todas as séries, para que de fato coesão e coerência se incorporem nas produções textuais dos alunos.
Na parte final da oficina, fomos para a atividade prática de elaboração de textos publicitários. Fizemos a análise do texto da oficina e, em seguida, pedi que os professores mobilizassem seus conhecimentos linguísticos e experiências de mundo de forma criativa. Foi um trabalho que veio fortalecer nossas discussões. Fizemos uma análise prévia de textos publicitários de modo a analisar as articulações, elementos verbais, visuais e negativas. Os grupos então foram para a parte prática e debateram, produziram os textos e os expuseram por meio de cartazes e depois fizeram as apresentações.
Ao final, fizemos comentários por meio de avaliação oral dialogada sobre o encontro e prosseguimos com as orientações sobre a elaboração do projeto.
Por meio de slides, mostrei as partes que compõem o projeto, explicitando as particularidades de cada parte. Os professores entenderam o que foi passado e combinamos de nos encontrarmos durante os plantões para sanar qualquer dúvida quanto à elaboração. Em seguida, orientei-os na escolha do tema. A maioria escolheu Gêneros textuais, pois é um estudo que aborda eixos como intertextualidade, relação entre textos, associação entre linguagem verbal e não verbal.
A preocupação constante é com o tempo, pois acham que o tempo é muito pouco para aplicarem um projeto importante como esse, pois os resultados estão previstos para serem apresentados até novembro. Nessa época, segundo os professores, as atividades da escola aumentam e o trabalho fica tumultuado. Orientei-os dizendo que o projeto também é uma forma de avaliar o aluno e que, portanto, não deveriam se preocupar com provas e trabalhos.
Mais uma vez, percebi que as cursistas estão temerosas quanto à postura da direção e equipe pedagógica da escola. Muitas delas receiam que não conseguirão aplicar o projeto de forma eficaz.
Segundo um artigo da UDEMO, "poder-se-ia argumentar: a direção não domina os conteúdos específicos das disciplinas e, por isso, deve deixar as tarefas aos coordenadores e professores. Nada mais falso! Uma direção interessada haverá de ter presente sua capacidade de observação e avaliação do que vivenciou ao longo dos anos em que esteve à testa da unidade. É um acúmulo de experiências, de modo algum desprezível, conferindo-lhe autoridade para orientar quaisquer planejamentos e fornecer os mais variados subsídios. A direção detém a visão de conjunto do processo pedagógico e, oferecê-la à compreensão dos envolvidos, é uma contribuição de inestimável valor. Cabe ao Diretor reunir as informações necessárias para facilitar a tomada de decisões."
Portanto, o compromisso de fazer com que uma escola seja um espaço de ensino-aprendizagem sólido, requer a colaboração, a união, a amizade e a solidariedade entre todo o grupo.

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