terça-feira, 27 de abril de 2010

OFICINA AVALIATIVA FINAL

OFICINA AVALIATIVA FINAL
DATA: 24/04/10
O GESTAR II veio, incontestavelmente, fazer a diferença em Teófilo Otoni. Finalizamos o curso e as atividades, mas nossa aprendizagem continuará a seguir.
O dia 24 foi marcado por muita emoção e também alívio. Alívio porque conseguimos chegar ao final de um curso ao qual muitas pessoas se inscreveram, mas somente os persistentes abriram mão dos sábados e, algumas vezes, do lazer para poder estudar as TPs, elaborar atividades e relatórios.
O encontro reuniu os professores de Português e Matemática. Um grande número de pessoas estava ansioso para falar dos resultados do GESTAR. Iris, profissional do setor de Capacitação da 37ª SRE, iniciou o encontro dando boas-vindas e com uma linda mensagem. Após, a formadora Jamara (Matemática) conduziu uma dinâmica. Todas as cursistas presentes participaram falando de suas expectativas pré e pós GESTAR. Em seguida o professor Fabrício (Matemática) fez uma breve retrospectiva do programa em nossas escolas, bem como dos resultados do trabalho de seus cursistas.
Prossegui mostrando os resultados dos projetos de minhas cursistas e falando das principais dificuldades encontradas e dos sucessos alcançados. Bethânia e Rigléia apresentaram vídeos nos quais os alunos e professoras relataram a diferença das aulas com o GESTAR.
Para finalizar, foram distribuídas as fichas de avaliação para as cursistas.
Confraternizamos com um gostoso café, sucos e guloseimas.
Depois de um ano, não só ampliamos nosso conhecimento teórico e enriquecemos nossa prática, mas também conquistamos amigos e companheiros os quais preservaremos pelo resto de nossas vidas.
Meninas, foi muito bom trabalhar com vocês... sentirei saudades...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

OFICINA 4

OFICINA 4
TP2: ANÁLISE LINGUÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
UNIDADES 7 E 8 DATA: 10/04/10
Chegamos à nossa última oficina. Iniciamos com uma breve explanação teórica sobre Leitura Literária e a relação desta com o ensino-aprendizagem. As professoras puderam rever conhecimentos anteriormente obtidos e aprender mais sobre o caráter estético da Literatura, bem como os domínios discursivos.
Levando em consideração que a linguagem literária requer um nível de letramento bem mais profundo, as professoras relataram que os alunos não gostam do gênero literário. Supõe-se que o texto utilitário é mais objetivo e, portanto, de leitura mais fácil, sem muito esforço. Em contrapartida, a leitura de um texto literário requer não somente uma leitura objetiva, mas inferencial. O texto literário é minado de conotação e, para que o aluno decifre o texto, deve ter um conhecimento de mundo para conseguir fazer as inferências e construir sentido para os textos.
Em seguida, prosseguimos com os relatos das atividades. A atividade do Avançando na Prática mais utilizada foi a da página 51, em que os alunos deveriam ler um mesmo texto com entoações diferentes. Assim, as cursistas puderam repassar para os seus alunos que a frase é a unidade do texto, mas torna-se uma unidade de sentido quando está em um determinado contexto; a frase oral caracteriza-se por uma melodia específica, uma entoação capaz de transformar uma palavra em frase e até em texto; a frase não se caracteriza pela extensão: se pode ter um único termo, pode também ter muitos elementos, criando uma estrutura às vezes bastante complexa.
Para concluirmos, partimos para a realização da oficina que consistiu em fazer a interpretação de um cartum e, após, redigir um cartão ou bilhete.
Um aspecto relevante ressaltado nessa oficina foi o conceito de arte e como ela influencia as nossas vidas. Por meio da arte, a marginalidade e o comportamento áspero se esvaem dando espaço para momentos belos e prazerosos. No entanto, a realidade dos nossos alunos faz com que tenham uma imagem distorcida da arte ou, talvez, nem a tenham. Para conseguirmos influenciá-los, devemos ser apaixonados pela arte e pela leitura. Assim, essa paixão poderá ser repassada sem falsas demagogias.

terça-feira, 30 de março de 2010

OFICINA 3

OFICINA 3
TP2: ANÁLISE LINGUÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
UNIDADES 5 E 6 DATA: 27/03/10
Estamos chegando na reta final com a sensação de dever cumprido e com a consciência de que aprendemos muito e ainda temos a aprender. Essa oficina trouxe discussões sobre o ensino da gramática. Iniciamos fazendo uma síntese do que são as gramáticas normativa, descritiva e reflexiva. Fizemos alguns questionamentos às cursistas sobre como é o ensino de gramática em suas aulas. Responderam que tentam ensinar a gramática contextualizada, mas são barradas pelos diretores e pelas famílias. Uma das cursistas disse que a diretora impõe o ensino tradicional e que, na escola dela, é o que deve ser ensinado. A cursista disse que se não trabalhar de acordo com o que a direção quer, é perseguida profissionalmente, principalmente porque está na situação de efetivada. Esses profissionais têm sofrido cada vez mais a perseguição da direção e colegas de trabalho. O mais engraçado é que o número de cursistas cadastradas para o curso de formação do Gestar II é o de efetivadas e não de efetivas. Ouço constantemente dos colegas de trabalho mais antigos na área que estas capacitações não estão com nada e que não perdem tempo com isso. Que imensa contradição!!! Dizem que os efetivados são incapazes, mas são estes que estão procurando se reciclar... inovar... O pior: diretores acham que são os donos da escola e se consideram patrões... infelizmente vivemos no universo semelhante ao político: propinas, ameaças, corrupção, influência, bajulação ... isso é um dos motivos pelos quais a educação não avança... um absurdo!!!
De acordo com as cursistas, muitos colegas estão equivocados quanto ao ensino de gramática contextualizada: muitos trabalham a gramática tradicional, com decoreba de nomenclaturas e na hora da prova cobram questões contextualizadas, sem ensinar aos seus alunos dessa forma. Muitos fazem uma prova "bonita" para satisfazer o ego de supervisores, inspetores e orientadores, ou seja, ensinam uma coisa e cobram outra. Alegaram ainda que muitos acham que não se deve ensinar gramática. Está aí um equívoco: o aluno ao fazer a análise reflexiva ou descritiva da língua deve, no mínimo, ter conhecimento da gramática normativa. Com certeza, os alunos devem conhecer os mecanismos da língua, mas devem ser capazes também de refletir sobre os usos e transformações da língua. Principalmente que é por meio do domínio da norma padrão que o aluno se inserirá no mercado de trabalho, por ser a língua um grande instrumento de poder.
Após essas discussões, passamos para o relato dos Avançando na Prática. Apenas uma das cursistas conseguiu aplicar a atividade. As outras assumiram o compromisso de relatar e entregar o relatório no próximo encontro. As cursistas também reclamaram sobre a falha quanto à utilização do recurso para ser aplicado nas atividades do Gestar, no entanto, a SRE não disponibilizou as cópias em tempo hábil.
Em seguida, partimos para nossa atividade da oficina. As cursistas escolheram o poema-espelho de Leo Cunha intitulado "Quatro". O objetivo era uma proposta de atividadade de leitura e produção de textos, interpretação e análise linguística. A proposta de produção sugerida por elas foi que os alunos produzissem um poema-espelho ou um poema-imagem (concreto) fazendo associação entre as palavras escolhidas, sendo que o tema será livre. A proposta de Interpretação e análise linguística foi:
1) As palavras usadas no poema se contrapõem ou se aproximam?
2) Que relação há entre elas?
3) As palavras foram aproximadas com algum propósito?
4) Dentre os substantivos citados, quais são os elementos da natureza?
5) Levando em consideração que o texto é um poema-espelho, e que o espelho reflete a imagem assim como ela é, vemos que isso não acontece no poema, pois ele apresenta uma imagem distorcida. Qual a intenção do autor ao utilizar esse recurso?
6) Que relação há entre o título e o texto?
7)Justifique o motivo pelo qual foi usado o adjetivo entre parênteses?

quarta-feira, 24 de março de 2010

OFICINA 2

OFICINA 2
TP1: LINGUAGEM E CULTURA
UNIDADES 3 E 4 DATA: 20/03/10
Mais uma vez nos reunimos para estudar a TP1. Desta vez o enfoque foi definição de texto e intertextualidade. Para momento de descontração, foram passados dois vídeos: Chico Bento na cidade e O matuto no cinema. Apesar de serem cômicos, fizemos uma reflexão sobre variedades linguísticas. Posteriormente, foram feitos alguns questionamentos às cursistas sobre o que é texto, se o professor explora textos diversificados do livro, que tipo de texto ele prefere ou rejeita e se o professor acrescenta texto de sua escolha. Chegou-se à conclusão que o livro didático não é suficiente e, por vezes, os textos não são trazidos na íntegra, o que dificulta a análise feita pelos alunos. Outro ponto abordado é que quando o livro é bom, nem sempre condiz com a realidade dos alunos, pois os enunciados são dificílimos para a idade dos alunos das séries iniciais do ensino fundamental. Como solução, as cursistas disseram que seria interessante trabalhar primeiramente com os alunos os comandos e enunciados trazidos não só pelos livros, como também pelas provas sistêmicas (PROEB e SIMAVE) que são aplicadas durante o ano. Em seguida, partimos para os relatos dos Avançando na Prática (AP). Quase por unanimidade as cursistas trabalharam o AP da página 23, cuja proposta é fazer um dicionário dos jovens. As cursistas levaram os trabalhos feitos pelos alunos. Relataram que eles gostaram muito da atividade e ficaram empolgados por se tratar de uma linguagem que faz parte do mundo deles. Os trabalhos ficaram muito legais! Algumas cursistas não tiveram tempo de concluir as atividades. Outra cursista aplicou o AP da página 102, cuja proposta é transformar um texto de determinado gênero em outros gêneros (retextualização), o que possibilita os alunos observarem que, de acordo com a mudança do gênero, pode mudar também a linguagem. Os textos foram bem redigidos e ricos em observações. Concluímos nossa oficina com o desenvolvimento da atividade proposta: elaborar um plano de atividade de leitura e produção de texto, abordando as informações de texto e intertextualidade. Algumas sugestões foram: fazer primeiramente o texto fatiado para que os alunos o colocassem de maneira coesa e coerente; fazer dramatização, pois o texto é uma fábula; fazer comparações entre o texto e as parábolas bíblicas, pois apresenta intertextualidades com estas; trabalhar a moral da fábula com alguns provérbios existentes sobre o assunto, bem como a origem desses provérbios; fazer paráfrases ou repentes (moda de viola); e, por último, como produção de texto, mudar o foco narrativo.
As professoras tiveram mais esta oportunidade para ampliarem os seus conhecimentos sobre o trabalho com texto. Pôde-se observar que as atividades trabalhadas estão surtindo ótimos efeitos: os alunos participam e mostram sua criatividade, aprendendo a redigir textos de forma prazerosa e não enfadonha. Infelizmente, temos de lamentar pelo recurso tardio disponibilizado para serem aplicadas as atividades do programa. Falta apenas um mês e vimos que passamos o curso todo sem os recursos suficientes para podermos desenvolver as atividades de forma mais eficaz. Com certeza isso interferiu muito no resultado, pois o objetivo era aplicar não tão somente as atividades do AP, mas também dos AAA’s (Atividades de Apoio de Aprendizagem).

REGISTRANDO OS MOMENTOS DA OFICINA 1

OLHEM O CHARME DE BETHA PARA TOMAR UM SIMPLES CAFEZINHO...RS...
PRODUÇÕES DOS ALUNOS (AP)

GORETH RELATANDO SUAS EXPERIÊNCIAS DO AP


APRENDENDO TAMBÉM UM POUCO DE TEORIA



CURSISTAS ATENTAS









BETHA FAZENDO UMA ANÁLISE DA TEORIA




















OFICINA 1

OFICINA 1
TP 1: LINGUAGEM E CULTURA
UNIDADES 1 E 2 DATA: 13/03/10
Na TP 1 (Linguagem e Cultura) são abordados temas como: variedades linguísticas, definição de texto e intertextualidade. Partindo do pressuposto que a língua não é estática, foram apresentados alguns slides para ampliação do conhecimento e fazermos algumas discussões. Alguns pontos ressaltados foram: a forma como é ensinado o conteúdo sobre variações linguísticas e o conceito de norma culta. Durante o debate suscitou-se que a forma como a variação linguística é repassada nas escolas é equívoca. Os professores trabalham os diferentes dialetos e registros de forma tão aprofundada que ora o aluno pensa que é essa a forma adequada, ora pensa que é norma padrão. Ao trabalhar dessa forma, o professor acaba confundindo o aluno, pois este perde a referência do que é realmente adequado. Para trabalhar variação linguística, o professor deve, a todo o momento, levar o aluno a desenvolver o seu senso crítico quanto às mudanças na língua, pois ele fará análises que o conduzirão a aprender a norma padrão sem sentir, isto é, além de dominar os conceitos gramaticais (gramática normativa) , ele estará desenvolvendo a habilidade de refletir (gramática reflexiva), descrever as mudanças e em quais situações deverão ser usadas (gramática descritiva), deixando de lado o preconceito lingüístico. Em seguida, passamos para a fase dos relatos de experiência. As professoras gostaram muito das sugestões de atividades do Avançando na Prática (AP) por serem atividades que podem ser aplicadas do 6º ao 9º ano. Muitos trabalhos mobilizaram toda a turma. Uma das cursistas desenvolveu o AP que possibilita aos alunos o desenvolvimento da pesquisa sobre a cultura do carnaval. Várias descobertas foram feitas por meio da internet. As pesquisas foram tão bem feitas que até a professora aprendeu mais um pouco. Outra cursista trabalhou com a elaboração de panfletos. Os trabalhos ficaram maravilhosos! Outras cursistas, por estarem atrasadas na aplicação do AP da TP 6, não relataram. Para finalizar, partimos para as atividades da oficina, cujo eixo central foi o texto – gênero crônica – de Carlos D. de Andrade “A outra senhora”, que aborda de forma humorística e irônica assuntos como gírias, estrangeirismos e apelo publicitário. As cursistas leram a crônica e começaram primeiramente fazendo a análise oral e depois responderam às perguntas do Estudo do Texto. Concluíram refletindo se o texto seria adequado para ser aplicado do 6º ao 9º ano. As opiniões ficaram divididas. Algumas disseram que o texto é muito complexo e outras disseram que teria como fazer adaptações, principalmente porque por ser complexo, algumas discussões poderiam ser feitas com os alunos durante a leitura do texto.
Esta oficina foi muito importante, pois trouxe ao professor a forma adequada de se trabalhar variação linguística com os seus alunos. Os professores saíram cientes de que toda língua é culta, pois tal palavra deriva do vocábulo cultura e cada povo possui a sua. O que existe é a norma padrão que é tratada pela gramática normativa. Porém, o aluno a aprende de forma mais crítica e reflexiva, observando as diferenças de variações linguísticas existentes e em quais situações devem ser usadas. Na realidade, o aluno aprende a respeitar as diferenças e a não estigmatizar as pessoas que falam diferentemente da norma padrão, norma esta que eles devem dominar, por ser a norma de prestígio que os deixará prontos para entrar no mercado de trabalho.

sexta-feira, 5 de março de 2010

OFICINA 12

OFICINA 12
TP6: LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
UNIDADES 23 E 24 DATA: 27/02/10
Iniciamos a nossa oficina com alguns questionamentos inseridos nas unidades 23 e 24 por meio dos quais os professores puderam debater e rever as questões principais da escrita e reescrita do texto; rever e sistematizar as informações e discussões essenciais em torno da literatura para adolescentes; e planejar e desenvolver atividades de leitura literária para alunos adolescentes. Dentre as principais reflexões feitas, foi abordado o problema que é uma constante na vida escolar: a falta de hábito de leitura. Diante desse quadro, as cursistas chegaram à conclusão que o primeiro passo não surge de outra fonte, senão da família. Um dos empecilhos para os adolescentes sem recursos financeiros são os próprios pais. Os alunos relatam que ao pegarem o "dever de casa" para fazer, os pais reclamam que não têm nada para fazer e que deverm ir logo procurar algo mais proveitoso para fazer, como arrumar casa, limpar o quintal e outras tarefas domésticas.
Chegou-se à conclusão também que os alunos têm vocabulário muito restrito devido à falta de leitura e nem mesmo assistem aos noticiários para saber o que está acontecendo à sua volta, ou seja, serão futuros sujeitos apáticos e inertes em meio à sociedade, sem influência ou luta pelos seus direitos.
Infelizmente, o professor não tem uma varinha de condão para fazer com que seus alunos adquiram o hábito de leitura de uma hora para outra. Isso requer tempo e o processo é lento, além da necessidade da participação de toda a escola e, principalmente, da família. Mas algumas atitudes podem ser tomadas para incentivar os alunos a ler.
Em seguida, foram relatados os resultados do Avançando na Prática. Uma das cursistas aplicou o Avançando na Prática da página 190, cuja finalidade seria propor uma discussão com seus alunos sobre suas preferências de lazer e sobre assuntos que os mobilizam na televisão, no rádio, nos jornais, na sua comunidade. O resultado do debate foi: os alunos não veem a leitura como uma forma de lazer ou prazer, mas de dever; detestam ler; veem a leitura como uma forma de castigo.
Após, partimos para a produção. As cursistas expuseram os livros que trouxeram para a realização da oficina em que deveriam imaginar a melhor forma de motivar os alunos para a leitura. Elas fizeram a apresentação de alguns desses títulos para todas nós, com o intuito de avaliarmos as estratégias usadas. Alguns títulos citados foram: "Jogo duro", "A força da vida", "Quando meu pai perdeu o emprego", "Enquanto tiver vida, viverei', "Se houver amanhã" e "A árvore que dava dinheiro". Outras sugestões para enriquecerem as atividades de leitura são: projetos que mobilizem toda a escola ou algumas turmas, pois os alunos adoram competição e teatro interativo sobre o livro, em que a platéia decide o final da história.
Concluímos que o sucesso para trabalhar a leitura depende da forma como o professor repassa isso para os alunos. Para incentivar o hábito da leitura, o professor deve, antes de tudo, ser apaixonado pela leitura, pois, a partir do momento que ele repassa para os seus alunos essa paixão de forma esplendorosa, com certeza eles terão pelo menos a curiosidade de mergulhar nesse mundo maravilhoso que é a leitura.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

OFICINA 11

OFICINA 11
TP 6: LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
UNIDADES: 21 e 22 DATA: 06/02/10
O nosso aprendizado tem crescido a cada dia com o GESTAR II. A eficiência das práticas de ensino é notória. Temos visto uma evolução significativa na vida escolar (principalmente quanto ao aprendizado de Língua Portuguesa) de nossos alunos. Mas continua o embate nas discussões de nossas oficinas: a dificuldade de aplicar atividades dos AAA's e do Avançando na Prática devido à falta de material (xerox). Mas na medida do possível, nossas cursistas aplicam as atividades como podem, de acordo com os recursos disponibilizados pelas escolas. Sabemos que poderia ser melhor, mas professor não faz milagre!
O questionamento é: como o sistema de ensino e a Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais quer um ensino de qualidade, sendo que não disponibiliza os recursos necessários para o trabalho do professor? É certo que algumas atitudes dependem do professor, pois alguns recursos se encontram à nossa volta, como: revistas, jornais, textos diversos; porém, nem na escola há esses recursos e não são todos os professores que têm condições de assinar uma revista ou jornal para aproveitá-los na sala de aula. Pois, afinal de contas, o tópico central das atividades do programa é o texto. A realidade de nossa cidade é muito diferente de outras. E quanto ao GESTAR II? De acordo com o programa, o desenvolvimento das atividades acima mencionadas dependem de recursos como, por exemplo, cópia de textos contidos nas TP's e AAA's. Como saber se as atividades funcionam sendo que não há possibilidades de aplicar a maioria delas?
Parece que vivemos em mundo fictício do faz de conta que o sistema dá todo o apoio necessário, que as SRE's visualizam esse problema, que o professor ensina e que os alunos aprendem.
Mas, vamos ao que nos interessa: o relato de nossas experiências e o estudo da TP6.
Começamos nosso encontro com o estudo das unidades 21 e 22. Demos um minicurso sobre o tipo dissertativo-argumentativo. Percebemos que as nossas cursistas possuíam um conhecimento superficial do tipo e que a forma de trabalhar estava aquém do que é pretendido no GESTAR II. Fizemos um estudo profundo, fazendo reflexões sobre a nossa prática, ou seja, a forma como ensinamos o tipo dissertativo-argumentativo na sala de aula.
As cursistas relataram que esse é o tipo textual mais difícil de ser trabalhado com os alunos. Elas supõem que, devido o longo tempo de estudo de texto narrativo desde o 6º ao 8º ano, o aluno apresenta dificuldades para argumentar e ordenar as ideias. Uma das principais dificuldes também encontrada é o desconhecimento do uso dos conectores de coesão.
Em seguida, foi a vez de as professoras analisarem um texto desconexo da página 47. Elas se reuniram em grupo para resolver a atividade. A partir daí, vimos que a forma como a atividade foi trabalhada, é uma forma introdutória de se trabalhar o texto argumentativo.
Discutimos que o processo deve ser lento e começar do alicerce. A maioria dos professores introduzem o estudo desse tipo de forma equivocada. "Jogam" para os alunos as características estruturais do texto e já querem que produzam um texto magnífico".
Após essa discussão, fizemos uma análise de quais passos seguir para o estudo do tipo. Falamos sobre o planejamento tanto do professor quanto do aluno no processo de escrita e das estratégias. Falamos também da importância da revisão coletiva e individual dos textos. Em seguida, expomos um quadro de vários conectores, o campo semântico em que estão inseridos e como usá-los.
Ao final, as professoras desenvolveram a oficina 11 da página 219 e 220. As produções feitas por elas foram muito divertidas.
Assim, saímos de mais uma oficina com um conhecimento maior e com o desejo de melhorar nossa prática em sala de aula.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

OFICINA LIVRE IV E AUTOAVALIAÇÃO

OFICINA LIVRE IV E AUTOAVALIAÇÃO

DATA: 19-12-09

Resolvemos agir de modo diferente com relação ao filme nacional NARRADORES DE JAVÉ. Decidimos assisti-lo nessa oficina livre, pois iniciaremos a TP6 na próxima etapa em 2010 que também trata de leitura e dos processos de escrita. Antes de assistirmos ao filme, fizemos algumas reflexões sobre a forma que é ensinada a escrita. Alguns professores ressaltaram que o professor trabalha a escrita com os alunos, mas não trabalham de forma sistemática e/ou não dá o retorno para o aluno sobre o que escreveu. As cursistas enfatizaram também que o professor demora muito a dar o retorno, e que os alunos nem se lembram mais do que escreveram. Outro aspecto observado é que os professores priorizam mais aspectos gramaticais ou somente interpretação de texto, pois a produção, correção e revisão demandam tempo e trabalho mais longos. Concluíram que a forma que a leitura e a escrita como são ensinadas levam o aluno ao desgosto por tais processos.

Em seguida, discutimos novamente a questão do letramento:

- É letrado somente quem sabe ler, escrever e interpretar?

- Uma pessoa que não teve o seu processo de ensino completo pode ser letrada?

- Letramento se refere somente a leitura/escrita ou envolve conhecimento de mundo/oral?

Em seguida, assistimos ao filme; fizemos algumas discussões sobre o papel do escriba e levantamos algumas inferências sobre o filme. Os professores elaboraram algumas questões que exploram o filme de forma explícita e implícita: os dialetos, a presença da religiosidade naquela cultura, a elitização do indivíduo que detém um pouco mais de conhecimento e habilidade da escrita, etc. Essas questões elaboradas servirão para análise do filme juntamente com os alunos futuramente.

Para finalizar o encontro, fizemos uma autoavaliação do nosso trabalho e da nossa formação continuada com as cursistas.

Algo que já havia sido discutido na nossa primeira oficina (Introdutória) veio à tona novamente: infelizmente muitos professores não quiseram participar do programa por ser aos sábados e porque requer tempo de estudo e de preparação para a aplicação das atividades. Tem sido difícil persistir, mas conseguiremo chegar ao final com muito esforço e dedicação. Infelizmente, das quatro cursistas, somente duas compareceram. O trabalho para finalizar o ano letivo nas escolas está deixando o professor saturado. Portanto, não puderam comparecer.

Mas não deixamos de finalizar o nosso encontro com alegria e com sensação de ter parte do nosso dever cumprido. Refletimos que aprendemos muito com a educação continuada e que pretendemos repassar esse conhecimento para frente, ou seja, pretendemos repassar o material e aquilo que aprendemos durante o curso para os professores que não participaram do programa. Algumas cursistas disseram que colocarão na pauta da próxima reunião nas escolas (para planejamento anual) tudo aquilo que aprenderam. Assim, a escola poderá trabalhar de forma mais unificada e obter melhores resultados nas avaliações externas.

Concluímos que aprendemos muito sobre a nossa prática na sala de aula. Foi enfatizado que o professor muitas vezes detém um grande conhecimento, mas não sabe repassá-lo de forma prazerosa para seus alunos. E o gestar veio se somar a isso: fazer da nossa prática, um momento de prazer e conhecimento, em que o aluno e professor interagem de forma eficiente.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

OFICINA AVALIATIVA

OFICINA AVALIATIVA
DATA: 21/11/09
Nos reunimos para mais uma oficina, mas, desta vez, para avaliarmos o nosso trabalho: os resultados dos "avançando na prática" e do projeto feito pelas cursistas. Os projetos foram: Leitura e escrita a partir do texto poético, Gêneros Textuais (Fábulas e HQ), Leitura (Livro O Pequeno Príncipe). Cada professora cursista resolveu elaborar o projeto de acordo com as dificuldades dos seus alunos. Os projetos de leitura envolveram gêneros textuais diversos e envolveram toda a escola. Na culminância do projeto de Leitura do Livro O Pequeno Príncipe, pôde-se notar que a participação dos alunos foi valiosíssima: todos participaram, comentaram e expuseram as suas produções. Houve até a apresentação de teatro e os alunos ficaram muito contentes com a apresentação. Houve também a participação das outras disciplinas. No outro projeto de Leitura a partir de poemas, percebeu-se que os alunos estavam eufóricos para a apresentação das paródias, dos poemas produzidos e da apresentação do teatro baseado em uma canção. Eles ficaram felizes e trabalharam com empenho e muita garra. Houve a participação da turma toda.
Quanto ao projeto com gêneros textuais, a professora disse que não pôde trabalhar muitos gêneros, pois o tempo para o projeto foi muito curto, no entanto, continuará colocando em prática o que começou devido à grande participação e interesse dos alunos. Estes produziram lindas fábulas e HQ. Fizeram retextualização e teatro com fantoches.
Chegamos à conclusão que, para se ter uma aula prazerosa e produtiva, não se exige muito segredo: se o professor usar os recursos à sua volta, perceberá que pode envolver os seus alunos nas mais diversificadas atividades, desde que o aluno seja o produtor ativo. Porém, colocou-se em pauta que, para que as atividades dos AAAs e dos Avançando na Prática tenham sucesso, é necessário que a escola disponibilize serviços de xerox, pois trabalhar com a língua também requer fazer estudo de textos não verbais e estes envolvem uma das maiores dificuldades dos alunos: conseguirem interpretá-lo e relacioná-lo ao texto verbal. Infelizmente, algumas professoras não puderam aplicar as atividades que necessitam de xerox.
Outro ponto a destacar é que algumas professoras já trabalhavam na perspectiva do GESTAR II, porém não de forma tão organizada e sistemática; outras reconheceram que não trabalham nesta linha e que estão aprendendo muito. Disseram que não se sentem mais cansadas e que os alunos estão elogiando as aulas: estão mais prazerosas e divertidas.
As possíveis soluções levantadas para solucionar as dificuldades dos alunos foram:

- Que deram certo: seleção dos erros mais comuns; exposição dos textos mais “deficientes para os alunos”; pedir para os alunos identificarem o que acham que está incorreto; trabalhar algumas das dificuldades; fazer reescrita e pesquisa em dicionários; conversa com os alunos mais tímidos e desinteressados.
SOLUÇÕES A LONGO PRAZO:
-Trabalhar as outras dificuldades
encontradas, pois trabalhar ortografia, concordância, etc requer tempo.
-Mobilizar família e equipe pedagógica da escola.
-Elaborar atividades mais prazerosas: soletrando, gincanas etc.

OFICINA LIVRE III

OFICINA LIVRE III
DATA: 07/11/09
Tendo em vista as discussões sobre as principais dificuldades dos alunos em relação à escrita/leitura, resolvemos fazer uma oficina para levantar essas dificuldades e procurar estratégias para amenizá-las ou solucioná-las.
Dentre as principais dificuldades levantadas podemos listar:
- escrita incoerente e sem coesão durante a produção de textos por alunos do 6º ano;
- dificuldade em reconhecer as funções dos textos e de relacioná-los com outros textos/gêneros;
- falta de leitura e, portanto, vocabulário pobre;
- dificuldade para interprentar textos, pricipalmente poemas.
A partir daí, as professoras cursistas levantaram algumas questões: a falta de incentivo à leitura decorre da própria família. As professoras levantaram uma breve pesquisa da qual pôde-se concluir que os pais não são leitores, não incentivam seus filhos e, muitas vezes, impedem que eles exerçam tal atividade, pois a realidade dos alunos da zona rural é ajudar os seus pais na lavoura, e estes não abrem mão disso. Em segundo lugar, constatou-se que o próprio professor não sabe como trabalhar leitura ou não gosta de trabalhá-la, pois dá muito trabalho. Em terceiro lugar, concluíram que, pelo fato de os alunos não lerem, possuem vocabulário pobre e registram no texto a linguagem oral.
Em seguida, as cursistas discutiram sobre como avaliam as produções textuais dos seus alunos e como fazem para sanar este problema. Chegaram à conclusão que os professores sabem quais são as dificuldades mais comuns de seus alunos, no entanto, não sabem como sanar o problema. Na maioria das vezes, elas recolhem os textos, corrigem-no e devolvem para os alunos para que façam a correção das palavras, expressões, concordância inadequadas, mas não de forma sistemática.
Diante disso, partimos para a reflexão de que as aulas dedicadas à produção/interpretação textual são poucas ou insuficientes. E quando são trabalhadas, são pouco eficazes. Então, as professores traçaram algumas metas como, por exemplo, levantar as principais dificuldades dos alunos, trabalhar uma a uma, mas de forma sistemática e sempre fazer revisão; promover eventos e projetos para incentivar a leitura como: gincanas, competições, teatro, produção de revistas, jornal mural, publicar as produções dos alunos; incentivar o uso do dicionário; fazer com que as aulas sejam mais interessantes em que o próprio aluno produza e veja que é capaz de produzir; os alunos fazerem a revisão dos próprios colegas; fazer revisão coletiva do texto, etc.
Para concluir o encontro, as professoras simularam aulas de Língua Portuguesa e mostraram como agiriam em certas circunstâncias de produção textual. Cada uma mostrou uma possível solução e a "receita" para melhorar o ensino da língua materna.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

OFICINA LIVRE II

OFICINA LIVRE II
DATA: 17/10/09

A princípio, gostaria de destacar algumas reflexões sobre o atual sistema de ensino do nosso país, bem como os efeitos futuros que se seguirão.
Há pouco mais de um ano - na edição 2078 de 17 de setembro de 2008 - a revista Veja publicou uma entrevista com Eric Hanushek, um especialista em combater com números os mitos sobre a sala de aula. O economista americano mostra como o bom ensino pode ser decisivo para o crescimento não só econômico, mas pessoal.
Questionado sobre o crescimento da quantidade de crianças nas escolas brasileiras, e o impacto que esse acréscimo exerce sobre a economia, o economista afirma que "A massificação do ensino, por si só, tem pouco efeito (...) Quando uma população atinge alta capacidade de raciocínio e síntese, torna-se naturalmente mais produtiva e capaz de criar riquezas para o país. Nesse sentido, a posição do Brasil é desvantajosa. Faltam aos alunos habilidades cognitivas básicas, e isso funciona como um freio de mão para o crescimento. Esse cenário, que já era preocupante décadas atrás, agora é ainda mais nocivo". O que temos diante de nós? Temos um país que, provavelmente se não investir em educação, tende a colher maus frutos. O economista se refere à economia especificamente, mas quando a educação não vai bem, desencadeiam-se vários problemas: uma população apática, desmotivada, desinteressada, preguiçosa e, pior, sem conhecimento. Sabe-se que, nosso país é cheio de analfabetos funcionais; leem, mas não entendem. Não temos um país de leitores. Recentemente vimos grandes nomes sendo celebrados ao receberem o prêmio Nobel de economia, literatura, química. Mas qual a ligação entre o prêmio Nobel e a educação? Simplesmente porque os países de onde surgiram tais pessoas, são países que investem cada vez mais em educação. Daí a conclusão: as chances de o Brasil ser representado por futuros Prêmios Nobel serão ínfimas. Sabe-se também que os investimentos na "indústria educacional" estão abaixo da superfície.
A partir de tais dados e de experiências na sala de aula, as nossas cursistas estão a elaborar atividades que despertem a capacidade intelectual dos alunos.
Mais uma vez nos reunimos para mais uma Oficina Livre. As cursistas, muito preocupadas com o projeto a ser aplicado até novembro, resolveram aproveitar este momento de discussões e criação para inserir as atividades da oficina no projeto.
A escolha pelo tema foi unânime: Gêneros Textuais, pois a partir dos gêneros, vários descritores e habilidades podem ser explorados como - leitura/escrita, intertextualidade, retextualização, inferência etc.
Pensando na grande parcela de professores de Língua Portuguesa que enfrenta dificuldades para desenvolver os hábitos da leitura em seus alunos, as cursistas reuniram vários gêneros textuais de acordo com cada série, tais como: conto, fábula, notícia, música, poesia, história em quadrinhos (tirinhas) e artigo de opinião.
Um ponto de nossas discussões que se destacou foi a dificuldade dos alunos em ler textos poéticos. A maioria deles tem aversão a este gênero, principalmente os meninos. Discutimos sobre a melhor forma de se trabalhar isso com eles. É importante ressaltar também que, nas provas sistêmicas, o resultado da análise de textos poéticos é hipossuficiente.
Alguns pontos abordados foram:
- Levar músicas para a sala de aula que tratam de problemas sociais (poesia engajada), pois a música é uma poesia cantada;
- desenvolver juntamente com os alunos a análise (oral e escrita) desses textos;
- ressaltar a função dos instrumentos musicais nas músicas;
- identificar o contexto histórico de canções consagradas na MPB;
- musicalizar poemas famosos, fazer paródias, sarau...
- retextualizar os textos, tudo de uma forma muito agradável e lúdica.
Concluímos com a elaboração de atividades que abordam esses temas.
MOMENTO DE PRODUÇÃO E DE POSE TAMBÉM

JULIANA E INGRID
AS FORMADORAS...

E ÍRIS (TÉCNICA EM EDUCAÇÃO DE NOSSA SRE)









domingo, 4 de outubro de 2009

OFICINA LIVRE I

OFICINA LIVRE I
DATA: 02/010/09
Antes de iniciarmos a oficina livre, fizemos uma breve apresentação do esquema do projeto. Após as explanações, as cursistas decidiram desenvolver o projeto em duplas ou grupos, pois trabalham na mesma escola. Sendo assim, escolheram previamente o tema que deverá ser desenvolvido e aplicado nas aulas de Língua Portuguesa.
Após as discussões, partimos para as reflexões do que temos aprendido até agora (Oficinas da TP3 à TP 5:
  • Entendemos que as atividades de falar, ler e escrever representam dificuldades comuns apresentadas pela maioria dos alunos em diferentes situações de uso da linguagem. Lembramos ainda que o texto é sempre o elemento proponente das atividades de leitura e de produção de textos, análise e descrição da língua. Tais atividades incluem questões relacionadas ao contexto sócio-cultural da língua, o que estimula os alunos a refletirem sobre a realidade que os cerca.
  • O trabalho com texto não é um trabalho desconhecido pelos professores de Língua Portuguesa. Eles trabalham com textos, mas o problema está na prática, na aplicação, no desenvolvimento das competências. O professor trabalha com texto de forma estanque e não de forma contínua.
  • O resultado das provas sistêmicas tem mostrado que as principais dificuldades dos alunos são: relacionar textos, fazer inferências, associar o texto verbal ao não verbal, localizar a tese do texto, diferenciar opinião e fato, identificar intertextualidade etc.

A partir de tais análises, os professores discutiram que não basta classificar os textos, identificar o gênero. Os alunos conseguem identificar o gênero textual sem dificuldade; no entanto, encontram dificuldades em explicitar a função social do texto, de ler o que está implícito, em associar textos com outros. Diante disso, a melhor alternativa para trabalhar gêneros é envolver os alunos em situações concretas de uso da língua para que consigam, de forma criativa, escolher meios adequados aos fins que se deseja alcançar.

Partindo desse pressuposto, os professores selecionaram gêneros textuais presentes em revistas e jornais: tirinha, classificado, charge, capa de revista, reportagem, resenha, crônicas etc. Elaboram questões direcionadas para alunos dos 6º e 9º anos. As questões tinham como descritores:

  • relacionar, em um texto, assunto e finalidade com o tipo de texto;
  • reconhecer referências ou remissões explícitas a outros textos;
  • relacionar uma informação identificada no texto com outras oferecidas no próprio texto ou em outros textos;
  • inferir o sentido de uma palavra ou de uma expressão considerando o contexto e/ou universo temático e/ou a estrutura morfológica da palavra;
  • avaliar a força argumentativa com a finalidade do texto ou em função do interlocutor;
  • analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de recursos gráficos: diagramação, forma, tamanho, tipo de letras e disposição espacial, etc;
  • relacionar, em um texto, assunto e finalidade com o tipo de texto;
  • relacionar informações oferecidas por figura, foto, gráfico ou tabela com as constantes no corpo de um texto etc.

domingo, 20 de setembro de 2009

OFICINA 10

OFICINA 10
TP 5: ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO
UNIDADES: 19 e 20
DATA: 19/09/09
Chegamos à metade do nosso percurso no Gestar. As próximas oficinas serão oficinas livres em que os cursistas colocarão em prática o que têm aprendido até o momento. Apesar dos anseios e preocupações dos professores para elaborar o projeto, temos visto ótimos resultados: os alunos disseram que as aulas das professoras estão interessantes e mais prazerosas.
É muito gratificante vermos e ouvirmos de nossos próprios alunos que, estar presente na aula de Língua Portuguesa, é um momento prazeroso e de aprendizagem como nunca tinham vivenciado.
Debatemos sobre a importância de estarmos avaliando cotidianamente nossa prática, de modo a identificar as falas e possibilidades de melhoria. Temos plena consciência de que, hoje mais do que nunca, não se atualizar é estagnar e retroceder. E o Gestar é um bom caminho para possibilitar uma atuação mais reflexiva do professor. Partimos para nossas reflexões teóricas.
Discutimos a necessidade de o professor mostrar o funcionamento dos mecanismos de coesão e coerência na situação e produção específicas em que o texto está inserido, pois coesão e coerência não funcionam sempre da mesma forma em todos os textos e isso nos chama a atenção para trabalhar coesão e coerência associadas ao gênero textual.
Foi um momento rico e necessário e muitos cursistas relataram que não haviam atentado para essas questões.Passamos então para o 2º momento, “Relatos de experiências”. Cada cursista expôs o “Avançando na prática” desenvolvido em sala de aula. Foi um momento de detectarmos acertos e erros, de troca de experiência.
As cursistas relataram que não tiveram dificuldades ao aplicar o Avançando na prática da página 162, pois ficaram eufóricos para pegarem a frase redigida pelo colega as quais estavam em saquinhos enumerados. O resultado do trabalho foi muito bom. De acordo com a cursista, os alunos juntaram as frases e redigindo textos coerentes e coesos. No entanto, ao aplicar a atividade da página 196, algumas cursistas disseram que devido à dificuldade dos alunos em ordenar os parágrafos do texto, alguns ficaram incoerentes. Sugeri que iniciassem com textos menores e que fosse trabalhada a relação lógica entre as partes de forma mais detalhada.
Ressaltei também a importância de o professor trabalhar coesão e coerência textual de forma contínua e em todas as séries, para que de fato coesão e coerência se incorporem nas produções textuais dos alunos.
Na parte final da oficina, fomos para a atividade prática de elaboração de textos publicitários. Fizemos a análise do texto da oficina e, em seguida, pedi que os professores mobilizassem seus conhecimentos linguísticos e experiências de mundo de forma criativa. Foi um trabalho que veio fortalecer nossas discussões. Fizemos uma análise prévia de textos publicitários de modo a analisar as articulações, elementos verbais, visuais e negativas. Os grupos então foram para a parte prática e debateram, produziram os textos e os expuseram por meio de cartazes e depois fizeram as apresentações.
Ao final, fizemos comentários por meio de avaliação oral dialogada sobre o encontro e prosseguimos com as orientações sobre a elaboração do projeto.
Por meio de slides, mostrei as partes que compõem o projeto, explicitando as particularidades de cada parte. Os professores entenderam o que foi passado e combinamos de nos encontrarmos durante os plantões para sanar qualquer dúvida quanto à elaboração. Em seguida, orientei-os na escolha do tema. A maioria escolheu Gêneros textuais, pois é um estudo que aborda eixos como intertextualidade, relação entre textos, associação entre linguagem verbal e não verbal.
A preocupação constante é com o tempo, pois acham que o tempo é muito pouco para aplicarem um projeto importante como esse, pois os resultados estão previstos para serem apresentados até novembro. Nessa época, segundo os professores, as atividades da escola aumentam e o trabalho fica tumultuado. Orientei-os dizendo que o projeto também é uma forma de avaliar o aluno e que, portanto, não deveriam se preocupar com provas e trabalhos.
Mais uma vez, percebi que as cursistas estão temerosas quanto à postura da direção e equipe pedagógica da escola. Muitas delas receiam que não conseguirão aplicar o projeto de forma eficaz.
Segundo um artigo da UDEMO, "poder-se-ia argumentar: a direção não domina os conteúdos específicos das disciplinas e, por isso, deve deixar as tarefas aos coordenadores e professores. Nada mais falso! Uma direção interessada haverá de ter presente sua capacidade de observação e avaliação do que vivenciou ao longo dos anos em que esteve à testa da unidade. É um acúmulo de experiências, de modo algum desprezível, conferindo-lhe autoridade para orientar quaisquer planejamentos e fornecer os mais variados subsídios. A direção detém a visão de conjunto do processo pedagógico e, oferecê-la à compreensão dos envolvidos, é uma contribuição de inestimável valor. Cabe ao Diretor reunir as informações necessárias para facilitar a tomada de decisões."
Portanto, o compromisso de fazer com que uma escola seja um espaço de ensino-aprendizagem sólido, requer a colaboração, a união, a amizade e a solidariedade entre todo o grupo.

OFICINA 9

OFICINA 9
TP 5: ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO
UNIDADES 17 E 18
DATA: 12/09/09
Iniciamos nossa oficina fazendo uma exposição das osbservações generalizadas sobre o conteúdo da TP. Ressaltei aspectos como:
- O estudo da coerência e coesão se dá concomitantemente com o estudo de gêneros;
- O estudo da coerência e coesão permite que os alunos tenham as seguintes habilidades/competências:
  • estabelecer relação, em uma narrativa ficcional, entre a estratégia narrativa e o desenvolvimento do enredo;
  • correlacionar, em um texto dado, termos, expressões ou ideias que tenham o mesmo referente;
  • avaliar a função argumentativa de operações como seleção lexical, formas de tratamento e relações de correferência: hiperonímia, expressões nominais definidas, repetição, sinonímia;
  • estabelecer relações sintático-semânticas na progressão temática: temporalidade, causalidade, oposição, comparação;
  • estabelecer relação entre uma tese – global ou local – e os argumentos oferecidos para sustentá-la;
  • estabelecer relação entre uma tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la;
  • etc.

As cursistas demonstram um bom conhecimento sobre o aspecto teórico. A deficiência é o como aplicar, o caminho a ser seguido para que o ensino seja proficiente.

Prosseguimos fazendo a socialização das experiências. De acordo com as cursistas, o maior problema ao aplicar o Avançando na Prática não tem sido provocado pelos alunos, mas sim pelos diretores. Alguns criticam de forma negativa, outros são neutros, agindo de forma indiferente, ou seja, não há apoio. Outra dificuldade enfrentada é conseguir conciliar os projetos da escola com as atividades do Gestar II. Enfatizei que não precisam abrir mão de projetos para aplicar as nossas atividades, mas conciliá-los. Algumas cursistas disseram que a natureza de alguns projetos não permitem que sejam aplicadas as atividades do Avançando na Prática e que a equipe pedagógica da escola não abre mão disso. Informei-lhes que pediria à coordenadora da SRE para comparecer em nossos próximos encontros para que pudessem expor os problemas enfrentados

Infelizmente vemos que não são só os problemas encontrados na sala de aula que não nos permitem desenvolver um bom trabalho, mas nossos próprios colegas têm sido uma verdadeira "pedra no caminho". Falta ao corpo docente, juntamente com diretores, orientadores e supervisores, assumirem uma postura diferente da que temos visto: a equipe pedagógica não dá suporte o suficiente para que o professor desenvolva o seu trabalho de forma competente e promissora. O que temos vivenciado também é o egoísmo entre os próprios professores. Aquilo que fazem de bom e que resultou em sucesso, não compartilham com os colegas a fim de fazer da escola em que trabalham, a melhor escola. Se isso continuar acontecendo, não haverá uniformidade do ensino e, infelizmente, por mais que alguns (dos muitos professores) façam cursos de capacitação, se não haver socialização das experiências, nossos projetos tendem a ir por água abaixo.

Quanto aos alunos, os professores disseram que a cada dia se surpreendem (ou serão os alunos que estão surpreendidos?) com o interesse dos alunos. Até mesmo aqueles mais tímidos têm participado das atividades.

Em seguida, fizemos o estudo teórico da Unidade 17 - Estilística e Unidade 18 - Coerência Textual. Discutimos as seções de modo a socializar e compartilhar nossas leituras. Discutimos todos os tópicos das unidades detalhadamente. Discutimos a riqueza dos aspectos sonoros e refletimos sobre o Ampliando nossas Referências. Na sequência, os professores relataram suas experiências do Avançadndo na Prática e as atividades trabalhadas foram: da unidade 17, a da página 50; da unidade 18, a da página 82 e da página 105.

A professora que aplicou a atividade da página 50 nos relatou que abordou o termo estilística com os alunos, dizendo que cada um tem um estilo. Em seguida, pediu que os alunos narrassem algo ( o tema foi livre). Após, avaliou os trabalhos dizendo que os alunos seguiram a proposta do AP.

A atividade aplicada da página 82 mobilizou todos os alunos da cursista Juliana. Os alunos realmente quebraram a cabeça para tentar montar o jogo. Em seguida, a professora explicitou para os alunos que, assim como é o quebra-cabeças, assim é o momento de produção de nosso texto. Se este não tiver as palavras de forma que tenham sentido, elas não serão encaixadas.

A cursista Gorete aplicou o AP da página 105. Após explanar o assunto para os alunos, distribuiu uma história em quadrinho sem as falas das personagens para que os alunos as colocassem de maneira que o texto ficasse coerente e coeso. Segundo a professora, os alunos participaram demonstrando um grande interesse e que relacionaram muito bem o texto verbal ao texto não verbal. Quanto ao relacionamento com os seus alunos, não tem nenhuma dificuldade.

Após esse momento, fomos para a realização da proposta de análise do texto publicitário. Apresentei uma proposta de trabalho a partir do texto publicitário. Foi um atividade enriquecedora, e os professores se sentiram motivados a realizar essas atividades com os alunos. Os grupos expuseram suas análises por meio de cartazes e reflexões. Foram analisados: público-alvo, recursos verbais, promessas implícitas e explícitas, cores e cenário, articulação entre o verbal e não verbal, argumentos persuasivos, inimigos aparentes. Houve muita interação, surgiram algumas dúvidas que foram discutidas e dabatidas pelo grupo.

No momento final, fizemos a autoavaliação para que pudéssemos refletir sobre a atuação e a participação no Gestar durante essa etapa e para que pudessem dar opiniões e sugestões sobre nossos encontros, apontando os pontos positivos e negativos. Foi um momento de muito valor, em que houve um clima de sinceridade entre os participantes, revelando que o grupo tem uma boa interação. Recolhi os portifólios, passei as orientações do próximo encontro, tirei algumas dúvidas individualmente de alguns cursistas sobre a formulação e aplicação do projeto.

Combinamos de, nos próximos encontros, estudarmos a estrutura do projeto, pois algumas têm algumas dificuldades para elaborar.

2ª ETAPA DO GESTAR II EM BH

Eu, Dani e Beta
Toda a galera de LP

Hora da pose

A segunda etapa do Gestar II em BH foi ótima!


Prosseguimos nossos estudos sobre o ensino-aprendizagem da língua com a finalidade de melhorarmos a nossa prática em sala de aula. Desta vez estudamos as TPs 1, 2 e 6.



Tamar








sexta-feira, 21 de agosto de 2009

OFICINA 8






OFICINA 8


TP 4: LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA I


UNIDADES 15 E 16


DATA: 15/08/09


Iniciei a oficina fazendo alguns questionamentos inseridos na TP 4:


-Para formar leitores, devemos ter paixão pela leitura?


- Será que o seu aluno associa a leitura à escola ou ao ambiente familiar?


- A atividade de decifração de palavras que fazemos em sala de aula é de fato leitura?


- Será que a maioria dos nossos alunos extrai sentido do que lê?


- A nossa concepção de ensino da Língua Portuguesa nos leva a formar alunos leitores?


Os professores responderam dizendo que há pessoas que leem, mas não sabem incentivar; o aluno associa leitura somente à escola; o maior empecilho no desenvolvimento de práticas de intervenção pedagógica, muitas vezes, é a própria escola e equipe pedagógica; os alunos fazem uma leitura do que está explícito, mas não passam para o campo da inferência; a leitura protocolada é uma estratégia muito importante para desenvolver o gosto e interesse pela leitura.


Há algumas semanas algumas cursistas não comparecem mais. Alegam que é oneroso estar aos sábados e que há muito trabalho para ser feito, além daqueles já propostos pela profissão. Assumir-se como professor requer a clareza de muitos aspectos constituintes da missão a ser realizada.




Após as discussões, as colegas selecionadas, contaram como aplicaram o Avançando na Prática desde o planejamento da atividade até sua avaliação.Este momento foi muito rico, pois cada um desenvolveu conforme sua realidade da escola, foi muito proveitoso essa troca de experiências entre os professores. Também os cursistas comentaram sobre os pontos positivos e negativos do curso. Como ponto negativo seria o pouco tempo para aplicar as atividades em sala de aula. Relataram que as atividades são ótimas e que esse material não servirá apenas para desenvolver o curso , mas que servirá de suporte pedagógico para outros anos. Como formadora pedi que os cursistas na medida do possível lessem com atenção as TPs e as sugestões de leitura.




É importante ressaltar que os relatos apresentam diversas experiências como, por exemplo, a de professoras que lidam com traficantes ou com filhos destes. Os alunos são totalmente desmotivados e não se preocupam com os estudos, mas com outras práticas. Mas a cada dia que passa, essa sociedade na qual vivemos vai se tornando cada vez mais uma incógnita. O que deve ser feito por esse país e por essa educação que temos não cabe somente ao professor, que já está "calejado" pela realidade, mas principalmente à família e ao governo deste país, que simplesmente fecha os olhos e finge que está fazendo alguma coisa pela educação.




Concluída a parte dos relatórios, as cursistas se reuniram em grupos para realizar a oficina. Elas se preocuparam em elaborar questões relevantes para a realidade dos seus alunso de acordo com a série. As atividades foram proveitosas, os professores elaboraram as propagandas e as questões de acordo com o comando da página 220 da TP 4. Estou satisfeita, pois estou conseguindo com muito esforço e dedicação desenvolver o curso e aplicó-lo para as cursistas. Já está tendo bons frutos, estou conseguindo desenvolver atividades mais prazerosa com alunos e que eles esperam ansiosos para uma nova atividade. Apesar de não serem registrados os trabalhos dos alunos por meio de fotos, estamos vendo o resultado do trabalho e que os alunos estão mais dispostos para aprender. Segundo uma das cursistas, alunos que, até então dormiam na sala ou "matavam" aula, estão participando ativamente das atividades e que até já deixaram de sair para o intervalo para ficarem na biblioteca realizando as atividades das TPs e das oficinas. Conclui-se que quando o professor está motivado, capacitado e comprometido, o seu trabalho é um sucesso!!!


quinta-feira, 30 de julho de 2009

OFICINA 7




OFICINA 7


TP4: LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA I





UNIDADES 13 E 14





DATA: 18/07/09






No dia 18/07, nos reunimos novamente para estudar, analisar e planejar mais uma oficina. Começamos a oficina 7 dispostos a discutir o tema letramento. Algumas perguntas sobre o tema foram feitas, o que gerou muita discussão sobre a prática na sala de aula. Em meio a muitos comentários sobre o tema, percebe-se que o letramento vai muito além da alfabetização; da sistematização do processo em que o indivíduo domina a gramática e suas variações; este processo não se resume em apenas codificar e decodificar, mas sim, em ler e ter capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento.
" Letramento é o resultado da ação de ensinar a ler e escrever. É o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita" (SOARES, 2003).

Em seguida, foram feitos os relatos do Avançando na Prática. Algumas das professoras, que entraram recentemente no curso, não apresentaram os resultados da TP 4, mas da TP3. No entanto, o relato das experiências foi fantástico. Vê-se que as professoras estão desenvolvendo bem o trabalho e que as aulas estão provocando diferenças na sala de aula. Segundo as mesmas, os próprios alunos estão elogiando as aulas, pois estão diferentes e atraentes. Porém, os professores continuam não entregando o relatório escrito em dia. Portanto, fez-se novamente necessário fazer uma abordagem sobre a responsabilidade e pontualidade na entrega dos relatórios, pois sem eles, é difícil dar andamento ao meu trabalho junto ao GESTAR. Reforcei também a importância de aplicar os AAAs para os alunos, não somente as atividades do Avançando na Prática. Uma das professoras expôs para nós os cartazes elaborados pelos próprios alunos e os textos produzidos por eles. Notou-se que muitos alunos sabem redigir coerentemente, apesar das inadequações ortográficas. Isso é gratificante. A cursista Gorete relatou que os seus alunos saíram nas ruas do bairro onde moram, fizeram pesquisas e mostrou os resultados com muita eficiência, com exceção de poucos que sempre não se interessam por nada. Outra cursista relatou que, ao aplicar o Avançando na Prática da página 35, aproveitou que a escola estava mobilizada para a festa “Julina”, pois a mesma não foi possível ser realizada no mês de junho. Então, aproveitou a oportunidade para fazer a proposta para os alunos sobre uma pesquisa sobre essa data que já faz parte da cultura da cidade. Novamente, com exceção de alguns alunos que não gostam de interagir (ponto negativo do trabalho), o resultado foi um sucesso!!! Vê-se que os alunos estão interagindo mais. Surgiu também a discussão sobre a exposição de todos os trabalhos realizados pelos alunos que, apesar da estética muitas das vezes não ser das melhores, os alunos se sentem valorizados e motivados por verem que o que produziram está sendo visto por todos.

Apesar de o nosso grupo ser pequeno, a cada dia que passa noto que nosso entrosamento e afinidade são cada vez maiores! Conversamos sobre as dificuldades encontradas nas escolas, na profissão; sobre as novidades que nos rodeiam e muitos outros assuntos. É uma pena que, por causa das condições dos professores e a realidade social em que vivem, não poderem registrar os momentos dos trabalhos dos alunos por meio de fotos. Combinamos de, no próximo encontro, criarmos os “envelopes das linguagens”. No próximo encontro, as fotos serão expostas no blog.

Em seguida, partimos para o terceiro momento: elaboração de questões sobre o poema “Cidadezinha Qualquer” de Drumond. As cursistas se reuniram em dois grupos: um ficou responsável por elaborar questões para os 6º e 7º anos e o outro para os 8º e 9º anos.

Os resultados foram muito bons. Os professores partiram de análises objetivas e explícitas do texto até exploração do texto usando a estilística, fazendo leituras e inferências sobre o texto, e elaborando perguntas interessantíssimas. Pelo fato de os professores não terem repassado ainda as questões, as mesmas serão expostas na próxima postagem.


“O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muitoabrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antesde ler a palavra. Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo, depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras.”

terça-feira, 30 de junho de 2009

OFICINA 6

OFICINA 6
TP3: GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS
UNIDADES 11 E 12
DATA: 27/06/09
TEXTO-BASE

Veja, São Paulo, n. 20, p. 17, 15 maio 1996
A Oficina 6 do GESTAR II- Língua Portuguesa realizou-se na E. E. Nossa Senhora de Fátima no dia 27/06/09 das 8h às 12h. Iniciamos com uma mensagem lida pela cursista Marinalda, cuja leitura foi a base para algumas discussões sobre a nossa prática. É importante ressaltar que novas cursistas foram inseridas no grupo, pois devido à falta de informações entre a Secretaira de Educação e a direção da escola onde trabalham. As cursistas não ficaram sabendo do início das oficinas. Portanto, em seguida, foram repassadas novamente algumas orientações e esclarecimentos a respeito da Oficina 5 da TP3 para tomarem conhecimento do material a ser utilizado.
Como no último encontro o número de cursistas foi muito pequeno, a maioria não entregou os relatórios sobre o Avançando na Prática das Unidades 9 e 10. Consequentemente, fez-se necessário ressaltar alguns pontos sobre os relatórios a serem anexados no portifólio de cada cursista. Por conseguinte, o relato sobre o Avançando na Prática das Unidades 9 e 10, não abarcará a visão do que foi observado como um todo. Isto ficará para o próximo relatório a ser postado após a Oficina 7. Após a verificação dos trabalhos dos cursistas e também de algumas dúvidas apresentadas por eles, percebeu-se que alguns ainda apresentam dificuldades em discernir o que é Gênero e o que Tipo Textual. Reforçou-se a ideia de que devem estudar as TPs a fim de solucionar qualquer dúvida. Ressaltou-se também a importância de, como formadora, ser solicitada para atender às dúvidas quanto à prática e à teoria. Novamente, foram repassados os dias para plantão. Cada cursista se comprometeu em desenvolver o processo adequadamente. Em seguida, foram repassadas algumas informações que devem estar contidas nos relatórios. Tais informações foram dadas pela monitora Tamar, que postou no seu blog. “http://www.discursoquesecruzam.blogspot.com/” no dia 02/05/2009, ao qual continha algumas perguntas como: Como o professor selecionou a atividade para a turma? Quais os critérios? Quais as maiores dificuldades? Como foi feita a leitura com os alunos? etc. Mediante isso, alguns cursistas reconheceram que suas atividades não estavam de acordo e prometeram rever para melhorar.
No segundo momento, os cursistas fizeram o relato das experiências. Notou-se que alguns cursistas sentem dificuldades ao aplicar as atividades devido à indisciplina e desinteresse dos alunos. Essa reclamação é geral. Então, seguiram discussões sobre o que poderia ser feito para chamar a atenção desses alunos a fim de que estejam envolvidos. De acordo com os relatos, a forma de leitura dos textos foi coletiva, pois há muitos alunos tímidos para fazerem a leitura individual. A forma como foi escolhido o texto a ser trabalhado foi devido a trabalhos já implantados na escola sobre Literatura Infanto-juvenil. Os critérios e estratégias a serem utilizados com os alunos envolveram leitura, interpretação e apresentação de conclusões extraídas das leituras. A forma como foi trabalhado o Avançando na Prática, segundo os cursistas, chamou a atenção dos alunos, por participarem como sujeitos ativos no desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. Informaram que ao longo das explicações, os alunos conseguiram aprender e a identificar as características dos gêneros estudados. Relataram também que, após o estudo dos gêneros, os alunos, com exceção de poucos, conseguiram fazer a retextualização dos textos, bem como aplicar as devidas características. Alguns cursistas sugeriram a execução, treino e reescritura para melhorar os textos e também a correção. Outros falaram da importância de tais atividades, pois os alunos gostam de atividades lúdicas, com isso há uma facilidade para repassar o conteúdo programático.
No terceiro momento, partimos para uma breve discussão sobre Redação Escolar X Produção Textual, pois a atividade a ser desenvolvida durante a oficina, é intitulada "Composição: O salário mínimo", em que se nota a velha nomenclatura de Redação ou Composição; esse assunto também é o tema da próxima TP, a 4: Leitura e processos de escrita I. Após as discussões, partimos para a leitura do texto de Jô Soares. Os grupos foram divididos a fim de caracterizarem o texto como Redação Escolar e outros, para caracterizá-lo como não sendo um texto de exercício escolar. Os argumentos foram muito interessantes.
Os argumentos apresentados pelos grupos que defenderam a tese de que o texto não se trata de um exercício escolar foram:
  • O tema é profundo, ou seja, não faz parte do universo de uma criança/ aluno do 6.º ano 8.º ano;
  • O locutor se faz passar por outro; no caso, um adulto faz-se passar por uma criança, especificamente, um aluno;
  • A intenção do texto é atingir outros interlocutores, ou seja, os leitores da revista Veja;
  • O suporte onde veicula o texto é uma revista de circulação nacional; ao contrário da composição cujo suporte é o Livro Didático;
  • O autor do texto é um crítico e humorista;
  • A seção onde foi publicado o texto, trata-se de Artigo de Opinião;
  • O texto tem uma sequência lógica, o que, na maioira das vezes, não se consegue por meio de mera Redação Escolar;
  • O texto é baseado no conhecimento de um adulto;
  • O texto apresenta heterogeneidade de tipos textuais: descritivo, narrativo e argumentativo;
  • Devido às características apresentadas pelo grupo, ao defender que não se trata de um exercício escolar, concluíram que o tipo predominante é o Argumentativo;
  • Alguns ressaltaram que o gênero, em certos momentos, se assemelha a uma carta, pois apresenta relato do cotidiano da vida familiar;
  • O texto é faz denúncias de nossa realidade;
  • O texto apresenta semelhança com uma crônica intitulada "O Povo", em que, na realidade, faz uma denúncia e uma crítica sobre as diferenças sociais.

Os grupos que defenderam que o texto é uma Redação Escolar apontaram as seguintes características:

  • O título já rotula como sendo uma Redação: "Composição: O salário mínimo";
  • Nota-se que as informações prévias são exclusivas do cotidiano do aluno, ou seja, a convivência em família, o que na maioria das vezes impera nas Redações Escolares;
  • O interlocutor do texto não foi determinado, por isso que o aluno o direciona para a professora e ainda faz apelo para adquirir pontos;
  • A professora corrigiu os "erros" do aluno;
  • O vocabulário faz parte do universo infantil: "pequenininho", "doidinho" etc;
  • O texto é voltado para o "eu" do aluno, não extrapola o universo discursivo;
  • O texto apresenta sequências descritivas, narrativas e argumentativas, mas o que sobressai é o tipo narrativo.

Uns contestavam, outros firmavam suas teses. Notou-se que o estudo de Gêneros e Tipos Textuais efetivou-se durante as discussões, pois ficaram claras as discussões sobre as sequências tipológicas presentes no texto. Os cursistas comentaram a importância deste curso, pois estão aprendendo muito já que as TPS possuem uma linguagem bem acessível à realidade escolar, mas lamentaram pelo tempo ser muito curto entre uma atividade e outra, mas ainda assim mostraram-se animados. Os professores notaram o avanço em sua prática devido ao planejamento e reflexão de como estudar a Língua Portuguesa. A profissional da Secretaria de Educação ressaltou que o professor "gramatiqueiro" só tem a perder, pois o que está sendo cobrado nas provas do Simave, Prova Brasil e Proeb, leva em conta a capacidade sócio-discursiva do aluno. Por fim, fechamos aTP3 com uma grande bagagem de conhecimento e estratégias e levantamos uma análise sobre letramento que é o tema do próximo TP4 e assim encerramos o nosso encontro.

ALGUMAS ATIVIDADES DA OFICINA 5/TP3

Abaixo seguem duas atividades produzidas pelas cursistas durante a Oficina 5: Gêneros e Tipos Textuais
ATIVIDADE 1
Texto: Poema tirado de uma notícia de jornal
A turma será dividida em três grupos e cada grupo terá um tópico para analisar.
1º TÓPICO
Análise do título do texto

  • Verificar o que o aluno conhece de um poema e suas características;
  • Questionar aos alunos se eles já viram notícias de jornal ou notícias televisionadas.
  • Questionar sobre quais notícias atualmente estão sendo muito exploradas pelos jornais;
  • Pedir que procurem no dicionário o significado das palavras “poema” e “notícia”.
  • Explicar o título do texto.

    2º TÓPICO
    Análise do contexto
  • Descrever a possível vida do João Gostoso;
  • Discutir sobre como possivelmente era o “Morro da Babilônia” e perguntar se já ouviram falar sobre a Babilônia na história da Bíblia;
  • Entregar um pequeno texto falando sobre a Babilônia na história da Bíblia;
  • Questionar sobre que relação teria o nome do morro com a região da Babilônia na história.


    3º TÓPICO
    Análise do texto
  • Segundo a leitura do texto, obter informações sobre:
  • A vida de João Gostoso
  • A relação entre os versos “bebeu, cantou e dançou” com o desfecho da história.
  • A relação entre a imagem e a história relatada no texto.
  • Apresentação dos trabalho
  • Retextualização
  • Fazer uma análise geral sobre a construção do poema, sobre o autor do texto e a ideia de Bandeira em retextualizar a notícia.

Pedir aos alunos para produzirem uma notícia a partir do poema feito por Manuel Bandeira.
CURSISTAS: JANINE E GREYD

ATIVIDADE 2

Trabalho com a música "Bom Dia"

1º Entrega da letra da música;

2º Fazer a leitura objetiva: "Quem são estas pessoas? Quem saiu e quem ficou?";

3º Fazer a leitura de inferências;

4º Fazer um comentário sobre os autores;

5º Ouvir a música e levá-los a cantar;

6º Trabalhar interpretação de texto:

QUESTÕES PARA INTERPRETAÇÃO

1- Quanto à estrutura do texto, podemos considerá-lo:

a) Poema b) Notícia c) Receita d) Biografia

2- Justifique a resposta da questão anterior.

3- Há alguma marca de tempo no texto? Comprove com um trecho do texto.

4- O texto retrata o cotidiano de quem?

5- Podemos identificar dois interlocutores no texto. Identifique-os.

6- Através das marcas existentes no texto e nas imagens, caracterize esses personagens.

7- Qual o trabalho que predomina na região onde você mora?

7º Comentar as respostas (criando um círculo para debates);

8º Selecionar imagens de pessoas trabalhando (todos os tipos de trabalho) relacionadas a arte, corpo, esporte etc. para apresentar na sala (montar um painel);

9º Produção de texto (duas sugestões);

- Produzir um texto (relato) retratando o cotidiano de seus pais;

- Produzir um texto, transformando o poema em uma narrativa;

Objetivo: Levar o aluno a refletir qual o conceito de trabalho que tem e retextuzlizar.

CURSISTA: ANTÔNIA

MOMENTOS OFICINA 5

REPASSANDO ORIENTAÇÕES PARA AS CURSISTAS
CURSISTAS MARINEIDE E MARILENE: QUALQUER SEMELHANÇA COM DUPLA SERTANEJA É MERA COINCIDÊNCIA

PRODUÇÃO DAS ATIVIDADES DA OFICINA 5






domingo, 21 de junho de 2009

RELATÓRIO DA OFICINA 5 TP3 - GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS

RELATÓRIO DA OFICINA 5
TP3 - UNIDADES 10 E 11
Data: 13/06/2009

Gêneros e Tipos textuais
A princípio, foram repassadas algumas considerações pertinentes acerca do compromisso do comparecimento ao curso, pois neste dia, muitos cursistas faltaram. Em relação ao andamento do trabalho, as cursistas presentes relataram o prazer e o sucesso na aplicação das Atividades de Apoio à aprendizagem, os AAAs. Algumas informãções pertinentes quanto ao estudo das TPs também foram repassadas. Os professores envolvidos no programa, estão resolvendo as atividades propostas e tirando suas dúvidas.
Infelizmente, alguns ainda não perceberam que, para que o projeto tenha êxito, é necessário o comprometimento que o GESTAR requer.
Até então, os professores ainda não trouxeram o material para o portifólio individual, pois no relatório sobre o Avançando na Prática, faltaram algumas informações importantes sobre o desenvolvimento do trabalho em sala de aula.
Após este momento, iniciamos nossas dicussões e apresentei uma mensagem intitulada "Sementes" , que foi a ponte para se abrir as iscussões sobre o trabalho e a missão do professor no seu dia-a-dia. A patir daí, iniciou-se uma discussão sobre o o compromisso do professor na sua árdua tarefa de ensinar. Ressaltei que, enquanto estivermos atuando como professores, devemos fazer o nosso trabalho da melhor maneira possível, pois muitos, revoltados com a sua condição salarial, revoltam-se fazendo o seu trabalho de qualquer maneira. Discutimos também acerca das dificuldades principais dos alunos e o trabalho que devemos fazer com eles.
Em seguida, cada cursista fez comentários e sugestões a respeito dos assuntos e atividades do Avançando na Prática na sala de aula. Passamos então a refletir sobre as dificuldades que são encontradas na aplicação das atividades.
Foram repassadas, após a discussão, alguns dados que devem estar nos relatórios de experiência. Discutimos, então, os resultados positivos e os negativos no alcance dos objetivos.
Antes da elaboração de atividades da Oficina 5 da página 191 da TP3, foram repassadas para os cursistas, algumas formas de se explorar os Textos 1 e 2. Fizemos alguns comentários e, após, iniciamos a elaboração das atividades. O resultado foi fantástico! Os professores se empenharam com afinco e elaboraram questões que englobavam tanto uma leitura mais explícita do texto, quanto implícita. A abordagem estilística e os caminhos para trabalhar as questões foram um sucesso. Muitas leituras foram feitas dos textos. Faltou apenas um som e um CD para ouvirmos a música do Gilberto Gil e Nana Caymmi.
Não obstante, foi observado um aspecto que os cursistas deixaram a desejar. Percebeu-se que eles se preocuparam com a elaboração das atividades, no entanto, faltou a abordagem avaliativa das questões e como trabalhar os pontos negativos, ou seja, as dificuldades daqueles alunos que não conseguiram alcançar os objetivos.
A partir daí, iniciou-se uma discussão sobre o assunto, pois muitas vezes, por comodismo, o professor somente avalia o seu aluno, mas deixa de lado o trabalho e a reflexão sobre o porquê de ele ter errado.
No encerramento, cada cursista exibiu o seu trabalho e finalizamos com a avaliação da oficina.

terça-feira, 9 de junho de 2009

CRONOGRAMA DO GESTAR II EM TEÓFILO OTONI e CURSISTAS


Cronograma das Oficinas Pedagógicas de Língua
Portuguesa – 2009
Formadora: Rose A. Costa Souza
Local: E. E. Nossa Senhora de Fátima
Dias Mês Oficina
13 Jun 1ª Oficina TP 3
27 Jun 2ª Oficina TP 3
18 Jul 1ª Oficina TP 4
15 Ago 2ª Oficina TP 4
29 Ago 1ª Oficina TP 5
12 Set 2ª Oficina TP 5

CURSISTAS
Os cursistas listados abaixo, são os que ficaram sob minha orientação e acompanhamento. As outras formadoras também têm sob sua responsabilidade outros cursistas.
E. E. de Mucuri: Sebastião Ribeiro Barroso, Marineide Salomão, Marlane Santos Pereira e Ermillany da Silva Brito Cardial.
E. E. Artur Bernardes: Ingrid Bispo Brandão, Julianna Keila Fontes Mattos, Leandro Reis Teodoro, Ikaky Ferreira de Abreu (a confirmar) e Veralúcia Silva Amorim.
E. E. de Liberdade: Deyse Aparecida Prates Pego (a confirmar)
E. E. Patrício Ferreira Gomes: Regina Rodrigues da Silva

RELATÓRIO TÉCNICO DAS PRIMEIRAS OFICINAS


Relatório Técnico do Gestar II em Teófilo Otoni - MG
No dia 30 de maio iniciaram– se as duas primeiras oficinas introdutórias do Gestar II em Teófilo – MG (37ª SRE). O primeiro momento do evento foi realizado na sede da 37ª SRE em Teófilo Otoni. Na parte da manhã, das 8h às 12h, houve a apresentação do Projeto. Muitos profissionais esperavam ansiosamente para conhecerem o Gestar II. Começamos com uma dinâmica e em seguida, as coordenadoras da superintendência de ensino fizeram a apresentação de uma mensagem e prosseguiram com a exposição dos objetivos do Gestar II.
As Coordenadoras e professoras – formadoras (Português e Matemática) apresentaram o Programa e as ementas de cada disciplina. O material foi apresentado, bem como o cronograma dos próximos encontros. No final do primeiro encontro foram distribuídos os materiais para cada professor.
No turno da tarde, na E. E. Nossa Senhora de Fátima, das 13h30 às 17h30, a oficina introdutória II foi ministrada por mim, Rose A. Costa Souza e pelas demais professoras-formadoras Rigléia e Bethânia. Nesse encontro, foi realizado um trabalho em conjunto devido à falta de recursos de multimídia, e também porque o número de cursistas eram poucos. A oficina introdutória II teve como objetivos apresentar a metodologia do programa, o material aos cursistas e orientá-los sobre as oficinas e o projeto interdisciplinar, um dos requisitos para obtenção do certificado. Aos cursistas também foi passada a carga horária do programa, as formas de avaliação, orientações sobre os estudos individuais dos cadernos de teoria e prática e a importância de registrar as impressões durante a transposição didática, fazendo reflexões sobre sua prática em sala de aula, condensados em um relatório a ser repassado para nós formadoras.
Ficaram definidas as datas das seis oficinas do módulo I referentes às TP’s 3, 4 e 5.
A adesão ao Gestar II significa para os cursistas uma nova chance de repensar sua prática, podendo assim, modificar sua atuação em sala de aula e, consequentemente, contribuir para que o caos na educação brasileira seja solucionado.
Apesar da resistência de muitos professores, devido o curso ser desenvolvido aos sábados, o encontro foi bastante proveitoso e cumpriu os objetivos de informar a comunidade escolar sobre o GESTAR II e despertar nos cursistas o entusiasmo pelo mesmo.
Felizmente, pôde-se perceber que os cursistas tinham um conceito bem definido sobre Gêneros Textuais e Tipologia Textual, e já tinham realizado alguns projetos maravilhosos com suas turmas. Foi proposto o estudo das unidades 9 e10 da TP3, bem como estudos complementares sobre o assunto na Bibliografia Complementarou. Assumi com os cursistas o compromisso de enviar textos sobre o tema.
Todos receberam as instruções necessárias para desenvolver o trabalho com seus alunos. A apresentação dos relatórios elaborados pelos cursistas, bem como o desenvolvimento da oficina da TP 3, ficaram marcados para o dia 13 de junho.
Foram repassados para os cursistas os nossos telefones, e-mails, local e datas de plantões para que possam ser auxiliados com mais precisão.
Encontra- se neste blog a lista com os nomes dos cursistas e o cronograma durante o qual serão desenvolvidas as outras oficinas.
Com certeza exerceremos com êxito e sucesso este trabalho!