segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

OFICINA 11

OFICINA 11
TP 6: LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
UNIDADES: 21 e 22 DATA: 06/02/10
O nosso aprendizado tem crescido a cada dia com o GESTAR II. A eficiência das práticas de ensino é notória. Temos visto uma evolução significativa na vida escolar (principalmente quanto ao aprendizado de Língua Portuguesa) de nossos alunos. Mas continua o embate nas discussões de nossas oficinas: a dificuldade de aplicar atividades dos AAA's e do Avançando na Prática devido à falta de material (xerox). Mas na medida do possível, nossas cursistas aplicam as atividades como podem, de acordo com os recursos disponibilizados pelas escolas. Sabemos que poderia ser melhor, mas professor não faz milagre!
O questionamento é: como o sistema de ensino e a Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais quer um ensino de qualidade, sendo que não disponibiliza os recursos necessários para o trabalho do professor? É certo que algumas atitudes dependem do professor, pois alguns recursos se encontram à nossa volta, como: revistas, jornais, textos diversos; porém, nem na escola há esses recursos e não são todos os professores que têm condições de assinar uma revista ou jornal para aproveitá-los na sala de aula. Pois, afinal de contas, o tópico central das atividades do programa é o texto. A realidade de nossa cidade é muito diferente de outras. E quanto ao GESTAR II? De acordo com o programa, o desenvolvimento das atividades acima mencionadas dependem de recursos como, por exemplo, cópia de textos contidos nas TP's e AAA's. Como saber se as atividades funcionam sendo que não há possibilidades de aplicar a maioria delas?
Parece que vivemos em mundo fictício do faz de conta que o sistema dá todo o apoio necessário, que as SRE's visualizam esse problema, que o professor ensina e que os alunos aprendem.
Mas, vamos ao que nos interessa: o relato de nossas experiências e o estudo da TP6.
Começamos nosso encontro com o estudo das unidades 21 e 22. Demos um minicurso sobre o tipo dissertativo-argumentativo. Percebemos que as nossas cursistas possuíam um conhecimento superficial do tipo e que a forma de trabalhar estava aquém do que é pretendido no GESTAR II. Fizemos um estudo profundo, fazendo reflexões sobre a nossa prática, ou seja, a forma como ensinamos o tipo dissertativo-argumentativo na sala de aula.
As cursistas relataram que esse é o tipo textual mais difícil de ser trabalhado com os alunos. Elas supõem que, devido o longo tempo de estudo de texto narrativo desde o 6º ao 8º ano, o aluno apresenta dificuldades para argumentar e ordenar as ideias. Uma das principais dificuldes também encontrada é o desconhecimento do uso dos conectores de coesão.
Em seguida, foi a vez de as professoras analisarem um texto desconexo da página 47. Elas se reuniram em grupo para resolver a atividade. A partir daí, vimos que a forma como a atividade foi trabalhada, é uma forma introdutória de se trabalhar o texto argumentativo.
Discutimos que o processo deve ser lento e começar do alicerce. A maioria dos professores introduzem o estudo desse tipo de forma equivocada. "Jogam" para os alunos as características estruturais do texto e já querem que produzam um texto magnífico".
Após essa discussão, fizemos uma análise de quais passos seguir para o estudo do tipo. Falamos sobre o planejamento tanto do professor quanto do aluno no processo de escrita e das estratégias. Falamos também da importância da revisão coletiva e individual dos textos. Em seguida, expomos um quadro de vários conectores, o campo semântico em que estão inseridos e como usá-los.
Ao final, as professoras desenvolveram a oficina 11 da página 219 e 220. As produções feitas por elas foram muito divertidas.
Assim, saímos de mais uma oficina com um conhecimento maior e com o desejo de melhorar nossa prática em sala de aula.

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