sexta-feira, 23 de outubro de 2009

OFICINA LIVRE II

OFICINA LIVRE II
DATA: 17/10/09

A princípio, gostaria de destacar algumas reflexões sobre o atual sistema de ensino do nosso país, bem como os efeitos futuros que se seguirão.
Há pouco mais de um ano - na edição 2078 de 17 de setembro de 2008 - a revista Veja publicou uma entrevista com Eric Hanushek, um especialista em combater com números os mitos sobre a sala de aula. O economista americano mostra como o bom ensino pode ser decisivo para o crescimento não só econômico, mas pessoal.
Questionado sobre o crescimento da quantidade de crianças nas escolas brasileiras, e o impacto que esse acréscimo exerce sobre a economia, o economista afirma que "A massificação do ensino, por si só, tem pouco efeito (...) Quando uma população atinge alta capacidade de raciocínio e síntese, torna-se naturalmente mais produtiva e capaz de criar riquezas para o país. Nesse sentido, a posição do Brasil é desvantajosa. Faltam aos alunos habilidades cognitivas básicas, e isso funciona como um freio de mão para o crescimento. Esse cenário, que já era preocupante décadas atrás, agora é ainda mais nocivo". O que temos diante de nós? Temos um país que, provavelmente se não investir em educação, tende a colher maus frutos. O economista se refere à economia especificamente, mas quando a educação não vai bem, desencadeiam-se vários problemas: uma população apática, desmotivada, desinteressada, preguiçosa e, pior, sem conhecimento. Sabe-se que, nosso país é cheio de analfabetos funcionais; leem, mas não entendem. Não temos um país de leitores. Recentemente vimos grandes nomes sendo celebrados ao receberem o prêmio Nobel de economia, literatura, química. Mas qual a ligação entre o prêmio Nobel e a educação? Simplesmente porque os países de onde surgiram tais pessoas, são países que investem cada vez mais em educação. Daí a conclusão: as chances de o Brasil ser representado por futuros Prêmios Nobel serão ínfimas. Sabe-se também que os investimentos na "indústria educacional" estão abaixo da superfície.
A partir de tais dados e de experiências na sala de aula, as nossas cursistas estão a elaborar atividades que despertem a capacidade intelectual dos alunos.
Mais uma vez nos reunimos para mais uma Oficina Livre. As cursistas, muito preocupadas com o projeto a ser aplicado até novembro, resolveram aproveitar este momento de discussões e criação para inserir as atividades da oficina no projeto.
A escolha pelo tema foi unânime: Gêneros Textuais, pois a partir dos gêneros, vários descritores e habilidades podem ser explorados como - leitura/escrita, intertextualidade, retextualização, inferência etc.
Pensando na grande parcela de professores de Língua Portuguesa que enfrenta dificuldades para desenvolver os hábitos da leitura em seus alunos, as cursistas reuniram vários gêneros textuais de acordo com cada série, tais como: conto, fábula, notícia, música, poesia, história em quadrinhos (tirinhas) e artigo de opinião.
Um ponto de nossas discussões que se destacou foi a dificuldade dos alunos em ler textos poéticos. A maioria deles tem aversão a este gênero, principalmente os meninos. Discutimos sobre a melhor forma de se trabalhar isso com eles. É importante ressaltar também que, nas provas sistêmicas, o resultado da análise de textos poéticos é hipossuficiente.
Alguns pontos abordados foram:
- Levar músicas para a sala de aula que tratam de problemas sociais (poesia engajada), pois a música é uma poesia cantada;
- desenvolver juntamente com os alunos a análise (oral e escrita) desses textos;
- ressaltar a função dos instrumentos musicais nas músicas;
- identificar o contexto histórico de canções consagradas na MPB;
- musicalizar poemas famosos, fazer paródias, sarau...
- retextualizar os textos, tudo de uma forma muito agradável e lúdica.
Concluímos com a elaboração de atividades que abordam esses temas.
MOMENTO DE PRODUÇÃO E DE POSE TAMBÉM

JULIANA E INGRID
AS FORMADORAS...

E ÍRIS (TÉCNICA EM EDUCAÇÃO DE NOSSA SRE)









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