OFICINA LIVRE III
DATA: 07/11/09
Tendo em vista as discussões sobre as principais dificuldades dos alunos em relação à escrita/leitura, resolvemos fazer uma oficina para levantar essas dificuldades e procurar estratégias para amenizá-las ou solucioná-las.
Dentre as principais dificuldades levantadas podemos listar:
- escrita incoerente e sem coesão durante a produção de textos por alunos do 6º ano;
- dificuldade em reconhecer as funções dos textos e de relacioná-los com outros textos/gêneros;
- falta de leitura e, portanto, vocabulário pobre;
- dificuldade para interprentar textos, pricipalmente poemas.
A partir daí, as professoras cursistas levantaram algumas questões: a falta de incentivo à leitura decorre da própria família. As professoras levantaram uma breve pesquisa da qual pôde-se concluir que os pais não são leitores, não incentivam seus filhos e, muitas vezes, impedem que eles exerçam tal atividade, pois a realidade dos alunos da zona rural é ajudar os seus pais na lavoura, e estes não abrem mão disso. Em segundo lugar, constatou-se que o próprio professor não sabe como trabalhar leitura ou não gosta de trabalhá-la, pois dá muito trabalho. Em terceiro lugar, concluíram que, pelo fato de os alunos não lerem, possuem vocabulário pobre e registram no texto a linguagem oral.
Em seguida, as cursistas discutiram sobre como avaliam as produções textuais dos seus alunos e como fazem para sanar este problema. Chegaram à conclusão que os professores sabem quais são as dificuldades mais comuns de seus alunos, no entanto, não sabem como sanar o problema. Na maioria das vezes, elas recolhem os textos, corrigem-no e devolvem para os alunos para que façam a correção das palavras, expressões, concordância inadequadas, mas não de forma sistemática.
Diante disso, partimos para a reflexão de que as aulas dedicadas à produção/interpretação textual são poucas ou insuficientes. E quando são trabalhadas, são pouco eficazes. Então, as professores traçaram algumas metas como, por exemplo, levantar as principais dificuldades dos alunos, trabalhar uma a uma, mas de forma sistemática e sempre fazer revisão; promover eventos e projetos para incentivar a leitura como: gincanas, competições, teatro, produção de revistas, jornal mural, publicar as produções dos alunos; incentivar o uso do dicionário; fazer com que as aulas sejam mais interessantes em que o próprio aluno produza e veja que é capaz de produzir; os alunos fazerem a revisão dos próprios colegas; fazer revisão coletiva do texto, etc.
Para concluir o encontro, as professoras simularam aulas de Língua Portuguesa e mostraram como agiriam em certas circunstâncias de produção textual. Cada uma mostrou uma possível solução e a "receita" para melhorar o ensino da língua materna.

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