OFICINA 4
TP2: ANÁLISE LINGUÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
UNIDADES 7 E 8 DATA: 10/04/10
TP2: ANÁLISE LINGUÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
UNIDADES 7 E 8 DATA: 10/04/10
Chegamos à nossa última oficina. Iniciamos com uma breve explanação teórica sobre Leitura Literária e a relação desta com o ensino-aprendizagem. As professoras puderam rever conhecimentos anteriormente obtidos e aprender mais sobre o caráter estético da Literatura, bem como os domínios discursivos.
Levando em consideração que a linguagem literária requer um nível de letramento bem mais profundo, as professoras relataram que os alunos não gostam do gênero literário. Supõe-se que o texto utilitário é mais objetivo e, portanto, de leitura mais fácil, sem muito esforço. Em contrapartida, a leitura de um texto literário requer não somente uma leitura objetiva, mas inferencial. O texto literário é minado de conotação e, para que o aluno decifre o texto, deve ter um conhecimento de mundo para conseguir fazer as inferências e construir sentido para os textos.
Em seguida, prosseguimos com os relatos das atividades. A atividade do Avançando na Prática mais utilizada foi a da página 51, em que os alunos deveriam ler um mesmo texto com entoações diferentes. Assim, as cursistas puderam repassar para os seus alunos que a frase é a unidade do texto, mas torna-se uma unidade de sentido quando está em um determinado contexto; a frase oral caracteriza-se por uma melodia específica, uma entoação capaz de transformar uma palavra em frase e até em texto; a frase não se caracteriza pela extensão: se pode ter um único termo, pode também ter muitos elementos, criando uma estrutura às vezes bastante complexa.
Para concluirmos, partimos para a realização da oficina que consistiu em fazer a interpretação de um cartum e, após, redigir um cartão ou bilhete.
Um aspecto relevante ressaltado nessa oficina foi o conceito de arte e como ela influencia as nossas vidas. Por meio da arte, a marginalidade e o comportamento áspero se esvaem dando espaço para momentos belos e prazerosos. No entanto, a realidade dos nossos alunos faz com que tenham uma imagem distorcida da arte ou, talvez, nem a tenham. Para conseguirmos influenciá-los, devemos ser apaixonados pela arte e pela leitura. Assim, essa paixão poderá ser repassada sem falsas demagogias.

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