OFICINA 3
TP2: ANÁLISE LINGUÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
UNIDADES 5 E 6 DATA: 27/03/10
Estamos chegando na reta final com a sensação de dever cumprido e com a consciência de que aprendemos muito e ainda temos a aprender. Essa oficina trouxe discussões sobre o ensino da gramática. Iniciamos fazendo uma síntese do que são as gramáticas normativa, descritiva e reflexiva. Fizemos alguns questionamentos às cursistas sobre como é o ensino de gramática em suas aulas. Responderam que tentam ensinar a gramática contextualizada, mas são barradas pelos diretores e pelas famílias. Uma das cursistas disse que a diretora impõe o ensino tradicional e que, na escola dela, é o que deve ser ensinado. A cursista disse que se não trabalhar de acordo com o que a direção quer, é perseguida profissionalmente, principalmente porque está na situação de efetivada. Esses profissionais têm sofrido cada vez mais a perseguição da direção e colegas de trabalho. O mais engraçado é que o número de cursistas cadastradas para o curso de formação do Gestar II é o de efetivadas e não de efetivas. Ouço constantemente dos colegas de trabalho mais antigos na área que estas capacitações não estão com nada e que não perdem tempo com isso. Que imensa contradição!!! Dizem que os efetivados são incapazes, mas são estes que estão procurando se reciclar... inovar... O pior: diretores acham que são os donos da escola e se consideram patrões... infelizmente vivemos no universo semelhante ao político: propinas, ameaças, corrupção, influência, bajulação ... isso é um dos motivos pelos quais a educação não avança... um absurdo!!!
De acordo com as cursistas, muitos colegas estão equivocados quanto ao ensino de gramática contextualizada: muitos trabalham a gramática tradicional, com decoreba de nomenclaturas e na hora da prova cobram questões contextualizadas, sem ensinar aos seus alunos dessa forma. Muitos fazem uma prova "bonita" para satisfazer o ego de supervisores, inspetores e orientadores, ou seja, ensinam uma coisa e cobram outra. Alegaram ainda que muitos acham que não se deve ensinar gramática. Está aí um equívoco: o aluno ao fazer a análise reflexiva ou descritiva da língua deve, no mínimo, ter conhecimento da gramática normativa. Com certeza, os alunos devem conhecer os mecanismos da língua, mas devem ser capazes também de refletir sobre os usos e transformações da língua. Principalmente que é por meio do domínio da norma padrão que o aluno se inserirá no mercado de trabalho, por ser a língua um grande instrumento de poder.
Após essas discussões, passamos para o relato dos Avançando na Prática. Apenas uma das cursistas conseguiu aplicar a atividade. As outras assumiram o compromisso de relatar e entregar o relatório no próximo encontro. As cursistas também reclamaram sobre a falha quanto à utilização do recurso para ser aplicado nas atividades do Gestar, no entanto, a SRE não disponibilizou as cópias em tempo hábil.
Em seguida, partimos para nossa atividade da oficina. As cursistas escolheram o poema-espelho de Leo Cunha intitulado "Quatro". O objetivo era uma proposta de atividadade de leitura e produção de textos, interpretação e análise linguística. A proposta de produção sugerida por elas foi que os alunos produzissem um poema-espelho ou um poema-imagem (concreto) fazendo associação entre as palavras escolhidas, sendo que o tema será livre. A proposta de Interpretação e análise linguística foi:
1) As palavras usadas no poema se contrapõem ou se aproximam?
2) Que relação há entre elas?
3) As palavras foram aproximadas com algum propósito?
4) Dentre os substantivos citados, quais são os elementos da natureza?
5) Levando em consideração que o texto é um poema-espelho, e que o espelho reflete a imagem assim como ela é, vemos que isso não acontece no poema, pois ele apresenta uma imagem distorcida. Qual a intenção do autor ao utilizar esse recurso?
6) Que relação há entre o título e o texto?
7)Justifique o motivo pelo qual foi usado o adjetivo entre parênteses?

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