terça-feira, 30 de junho de 2009

OFICINA 6

OFICINA 6
TP3: GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS
UNIDADES 11 E 12
DATA: 27/06/09
TEXTO-BASE

Veja, São Paulo, n. 20, p. 17, 15 maio 1996
A Oficina 6 do GESTAR II- Língua Portuguesa realizou-se na E. E. Nossa Senhora de Fátima no dia 27/06/09 das 8h às 12h. Iniciamos com uma mensagem lida pela cursista Marinalda, cuja leitura foi a base para algumas discussões sobre a nossa prática. É importante ressaltar que novas cursistas foram inseridas no grupo, pois devido à falta de informações entre a Secretaira de Educação e a direção da escola onde trabalham. As cursistas não ficaram sabendo do início das oficinas. Portanto, em seguida, foram repassadas novamente algumas orientações e esclarecimentos a respeito da Oficina 5 da TP3 para tomarem conhecimento do material a ser utilizado.
Como no último encontro o número de cursistas foi muito pequeno, a maioria não entregou os relatórios sobre o Avançando na Prática das Unidades 9 e 10. Consequentemente, fez-se necessário ressaltar alguns pontos sobre os relatórios a serem anexados no portifólio de cada cursista. Por conseguinte, o relato sobre o Avançando na Prática das Unidades 9 e 10, não abarcará a visão do que foi observado como um todo. Isto ficará para o próximo relatório a ser postado após a Oficina 7. Após a verificação dos trabalhos dos cursistas e também de algumas dúvidas apresentadas por eles, percebeu-se que alguns ainda apresentam dificuldades em discernir o que é Gênero e o que Tipo Textual. Reforçou-se a ideia de que devem estudar as TPs a fim de solucionar qualquer dúvida. Ressaltou-se também a importância de, como formadora, ser solicitada para atender às dúvidas quanto à prática e à teoria. Novamente, foram repassados os dias para plantão. Cada cursista se comprometeu em desenvolver o processo adequadamente. Em seguida, foram repassadas algumas informações que devem estar contidas nos relatórios. Tais informações foram dadas pela monitora Tamar, que postou no seu blog. “http://www.discursoquesecruzam.blogspot.com/” no dia 02/05/2009, ao qual continha algumas perguntas como: Como o professor selecionou a atividade para a turma? Quais os critérios? Quais as maiores dificuldades? Como foi feita a leitura com os alunos? etc. Mediante isso, alguns cursistas reconheceram que suas atividades não estavam de acordo e prometeram rever para melhorar.
No segundo momento, os cursistas fizeram o relato das experiências. Notou-se que alguns cursistas sentem dificuldades ao aplicar as atividades devido à indisciplina e desinteresse dos alunos. Essa reclamação é geral. Então, seguiram discussões sobre o que poderia ser feito para chamar a atenção desses alunos a fim de que estejam envolvidos. De acordo com os relatos, a forma de leitura dos textos foi coletiva, pois há muitos alunos tímidos para fazerem a leitura individual. A forma como foi escolhido o texto a ser trabalhado foi devido a trabalhos já implantados na escola sobre Literatura Infanto-juvenil. Os critérios e estratégias a serem utilizados com os alunos envolveram leitura, interpretação e apresentação de conclusões extraídas das leituras. A forma como foi trabalhado o Avançando na Prática, segundo os cursistas, chamou a atenção dos alunos, por participarem como sujeitos ativos no desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. Informaram que ao longo das explicações, os alunos conseguiram aprender e a identificar as características dos gêneros estudados. Relataram também que, após o estudo dos gêneros, os alunos, com exceção de poucos, conseguiram fazer a retextualização dos textos, bem como aplicar as devidas características. Alguns cursistas sugeriram a execução, treino e reescritura para melhorar os textos e também a correção. Outros falaram da importância de tais atividades, pois os alunos gostam de atividades lúdicas, com isso há uma facilidade para repassar o conteúdo programático.
No terceiro momento, partimos para uma breve discussão sobre Redação Escolar X Produção Textual, pois a atividade a ser desenvolvida durante a oficina, é intitulada "Composição: O salário mínimo", em que se nota a velha nomenclatura de Redação ou Composição; esse assunto também é o tema da próxima TP, a 4: Leitura e processos de escrita I. Após as discussões, partimos para a leitura do texto de Jô Soares. Os grupos foram divididos a fim de caracterizarem o texto como Redação Escolar e outros, para caracterizá-lo como não sendo um texto de exercício escolar. Os argumentos foram muito interessantes.
Os argumentos apresentados pelos grupos que defenderam a tese de que o texto não se trata de um exercício escolar foram:
  • O tema é profundo, ou seja, não faz parte do universo de uma criança/ aluno do 6.º ano 8.º ano;
  • O locutor se faz passar por outro; no caso, um adulto faz-se passar por uma criança, especificamente, um aluno;
  • A intenção do texto é atingir outros interlocutores, ou seja, os leitores da revista Veja;
  • O suporte onde veicula o texto é uma revista de circulação nacional; ao contrário da composição cujo suporte é o Livro Didático;
  • O autor do texto é um crítico e humorista;
  • A seção onde foi publicado o texto, trata-se de Artigo de Opinião;
  • O texto tem uma sequência lógica, o que, na maioira das vezes, não se consegue por meio de mera Redação Escolar;
  • O texto é baseado no conhecimento de um adulto;
  • O texto apresenta heterogeneidade de tipos textuais: descritivo, narrativo e argumentativo;
  • Devido às características apresentadas pelo grupo, ao defender que não se trata de um exercício escolar, concluíram que o tipo predominante é o Argumentativo;
  • Alguns ressaltaram que o gênero, em certos momentos, se assemelha a uma carta, pois apresenta relato do cotidiano da vida familiar;
  • O texto é faz denúncias de nossa realidade;
  • O texto apresenta semelhança com uma crônica intitulada "O Povo", em que, na realidade, faz uma denúncia e uma crítica sobre as diferenças sociais.

Os grupos que defenderam que o texto é uma Redação Escolar apontaram as seguintes características:

  • O título já rotula como sendo uma Redação: "Composição: O salário mínimo";
  • Nota-se que as informações prévias são exclusivas do cotidiano do aluno, ou seja, a convivência em família, o que na maioria das vezes impera nas Redações Escolares;
  • O interlocutor do texto não foi determinado, por isso que o aluno o direciona para a professora e ainda faz apelo para adquirir pontos;
  • A professora corrigiu os "erros" do aluno;
  • O vocabulário faz parte do universo infantil: "pequenininho", "doidinho" etc;
  • O texto é voltado para o "eu" do aluno, não extrapola o universo discursivo;
  • O texto apresenta sequências descritivas, narrativas e argumentativas, mas o que sobressai é o tipo narrativo.

Uns contestavam, outros firmavam suas teses. Notou-se que o estudo de Gêneros e Tipos Textuais efetivou-se durante as discussões, pois ficaram claras as discussões sobre as sequências tipológicas presentes no texto. Os cursistas comentaram a importância deste curso, pois estão aprendendo muito já que as TPS possuem uma linguagem bem acessível à realidade escolar, mas lamentaram pelo tempo ser muito curto entre uma atividade e outra, mas ainda assim mostraram-se animados. Os professores notaram o avanço em sua prática devido ao planejamento e reflexão de como estudar a Língua Portuguesa. A profissional da Secretaria de Educação ressaltou que o professor "gramatiqueiro" só tem a perder, pois o que está sendo cobrado nas provas do Simave, Prova Brasil e Proeb, leva em conta a capacidade sócio-discursiva do aluno. Por fim, fechamos aTP3 com uma grande bagagem de conhecimento e estratégias e levantamos uma análise sobre letramento que é o tema do próximo TP4 e assim encerramos o nosso encontro.

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